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Governo de Mato Grosso entrega nova Delegacia de Polícia de Rosário Oeste

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O Governo de Mato Grosso entregou, nesta sexta-feira (12.6), as novas instalações da Delegacia de Polícia de Rosário Oeste. A obra foi executada com recursos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e teve a licitação e fiscalização realizadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

Segundo o governador Otaviano Pivetta, a entrega da obra é parte do cronograma de investimentos que o Governo do Estado tem buscado realizar para implantação e implementação dos serviços públicos destinados à população. “A população merece contar com serviços públicos de qualidade e a estrutura predial e de equipamentos utilizados pelos servidores é um dos meios para isso. É com muita felicidade que inauguramos mais uma delegacia de polícia em nosso Estado”, considerou Pivetta. 

Com 414,49 metros quadrados de área construída, a nova unidade foi projetada para proporcionar melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos policiais civis, fortalecendo as atividades investigativas e os serviços prestados pela instituição no município.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

“É um momento muito importante para nossa instituição, que recebe do Governo do Estado, um novo prédio, possibilitando aos policiais atuarem em um local mais digno e adequado ao cotidiano de trabalho. Além disso, a unidade constar com um espaço acolhedor para o atendimento de ocorrências relacionadas às vítimas de violência doméstica, que também era um anseio do município. No mais, quero agradecer a todos os envolvidos. O ambiente de trabalho é fundamental para que, nós, servidores da segurança pública, trabalhemos com dignidade e segurança”, disse a delegada-geral Daniela Maidel. 

A estrutura conta com recepção, setor de registro de ocorrências, gabinetes, cartórios, coordenação de investigação, salas de apoio, sala de reconhecimento fotográfico, espaços destinados à custódia de presos, salas para armazenamento de apreensões, armas e entorpecentes, além de ambientes administrativos e de apoio aos servidores.
A entrega da nova delegacia integra os investimentos realizados pelo Governo do Estado na modernização das unidades de segurança pública em Mato Grosso, visando ampliar a capacidade operacional das forças de segurança e melhorar o atendimento à população.

“É uma alegria imensa vivenciar esse momento aqui no município de Rosário Oeste. A nossa unidade, há tempos, precisava de melhores condições de trabalho. Receber uma delegacia nova, toda equipada, isso vai refletir diretamente no trabalho, trazendo mais motivação aos nossos policiais”, disse o delegado que responde pela unidade, Mauro Perassolli.

A nova sede substitui a estrutura anteriormente utilizada pela Polícia Civil no município, oferecendo espaços mais adequados para o desenvolvimento das atividades investigativas, atendimento ao público e execução dos procedimentos policiais.

Com a nova estrutura, a Polícia Civil passa a contar com instalações compatíveis com as demandas do município, contribuindo para o fortalecimento das atividades investigativas e para a prestação de um atendimento mais eficiente à população de Rosário Oeste e região.

Além do governador do Estado, estiveram presentes na solenidade a Secretária de Segurança, Susane Tamanho, e demais autoridades políticas, civis, militares e representantes de entidades civis organizadas. 



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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