Polícia
Força Tática prende três faccionados por tráfico de drogas em Sorriso
Polícia
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam dois homens e uma mulher por tráfico ilícito de drogas, na noite desta quarta-feira (24.6), em Sorriso. Com os suspeitos, identificados como membros de facção criminosa, foram apreendidos mais de seis quilos de maconha, pasta base e 2.938 pinos contendo cocaína.
Os criminosos foram localizados após denúncia anônima recebida pela Força Tática sobre a entrega de entorpecentes nas proximidades de uma escola. Ao chegar ao local, os militares flagraram dois homens em atitude suspeita e, após breve monitoramento, realizaram a abordagem da dupla próxima a uma motocicleta Honda Biz.
Na revista aos dois homens, ambos de 22 anos, os militares encontraram uma porção de cerca de 100 gramas de maconha e 138 pinos contendo cocaína. Para a PM, um dos detidos afirmou ser apenas usuário dos entorpecentes, enquanto o outro suspeito disse ser o responsável pelas drogas e que havia outros materiais guardados em uma residência.
Os policiais seguiram para a residência do suspeito e fizeram mais buscas, encontrando mais porções grandes e pequenas de maconha e sacolas com pinos com mais substância análoga a cocaína. Os suspeitos ainda indicaram um outro endereço, de onde haviam adquirido as drogas já encontradas.
A equipe se encaminhou até o local indicado e abordou uma mulher. Nas buscas na casa dela, foram localizados os restantes das apreensões de maconha e pasta base de cocaína prontas para comercialização.
Todos os três suspeitos encontrados foram identificados como membros de facção e receberam voz de prisão, sendo conduzidos para a delegacia para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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