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Polícia

Força Tática prende mulher com 11 quilos de drogas em Rondonópolis

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Polícia

Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional prenderam uma mulher, de 18 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta sexta-feira (19.6), em Rondonópolis. A suspeita foi detida em flagrante transportando 11 quilos de substâncias análogas a maconha e skank, que seriam levadas para outra cidade do Estado.

As equipes policiais faziam patrulhamento no bairro Parque Sagrada Família e visualizaram um veículo Polo branco com um motorista e uma passageira no banco de trás. A passageira apresentou comportamento suspeito ao ver as viaturas militares e tentou se esconder dentro do veículo, motivando a abordagem da Força Tática.

O condutor do carro afirmou ser motorista de aplicativo e que estava realizando uma viagem com a passageira. Já a mulher estava com uma mala de mão e demonstrou nervosismo durante a presença da PM.

Na verificação da mala, os policiais encontraram tabletes em meio a roupas, totalizando sete quilos de maconha e quatro quilos de skank (supermaconha). Questionada pelos policiais, ela afirmou que teria sido contratada por criminosos para transportar a droga até a cidade de Confresa, mas não soube identificar quem seriam os responsáveis pelo entorpecente.

Diante da situação, o motorista por aplicativo foi liberado e a suspeita recebeu voz de prisão e foi conduzida até a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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