Polícia
Cavalaria da Polícia Militar prende quadrilha suspeita por roubo de defensivos agrícolas
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Policiais militares da Cavalaria prenderam na noite desta sexta-feira (29.5), três homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubo de defensivos agrícolas, em Nova Mutum. As equipes apreenderam armas de fogo, 64 munições, quatro rádios comunicadores e recuperaram grande quantidade de produtos nacionais e internacionais.
As equipes receberam informações de inteligência indicando que um grupo criminoso estaria planejando o roubo de defensivos agrícolas em uma propriedade rural localizada no município de Diamantino. Conforme a denúncia, os suspeitos utilizariam um veículo Hyundai HB20 equipado com uma antena Starlink instalada no para-brisa.
Após a denúncia, os policiais militares abordaram o carro em um trecho da MT-249. Um dos suspeitos informou que transportava uma arma de fogo calibre .22 e confessou participação em um roubo planejado contra uma fazenda da região.
Ele também apontou o líder do grupo criminoso e indicou locais onde estariam armazenados defensivos agrícolas furtados e outros materiais ilícitos.
Durante o patrulhamento tático, as equipes localizaram outros envolvidos e apreenderam defensivos agrícolas de origem ilícita, produtos estrangeiros introduzidos ilegalmente no país, munições, rádios comunicadores, aparelhos GPS, R$ 4.700 mil em cédulas falsas, um rifle e uma espingarda.
Uma das armas apreendidas possuía registro de furto desde o ano de 2011. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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