Meio Ambiente
Prefeitura e Iphan articulam parceria para destravar obras no Centro Histórico
Meio Ambiente
O diálogo entre a Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já vinha sendo conduzido com a superintendência estadual, agora ganha encaminhamento em nível nacional. Neste sábado (18), representantes do Iphan estiveram no gabinete do prefeito Abilio Brunini, junto com o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, para discutir uma parceria voltada à desburocratização de reformas e intervenções no Centro Histórico da capital.
No mesmo dia também foi realizada a entrega do casarão restaurado na Praça do Rosário, no Centro Norte de Cuiabá, marcando o retorno da família ao imóvel e um avanço nas ações de preservação do patrimônio histórico. Durante o encontro institucional, o prefeito Abilio Brunini destacou a importância da cooperação entre os entes públicos para viabilizar a revitalização da região central.
“O nosso sonho é transformar o Centro Histórico em um espaço novamente frequentado pela cuiabania e pelos turistas, onde a vida, a cultura e o lazer voltem aos becos e ruas da capital velha. Para isso, precisamos da colaboração de todos os entes, buscando soluções conjuntas e mais agilidade nos processos para garantir as intervenções necessárias”, afirmou.
Casarão restaurado integra ações de revitalização
A edificação entregue, localizada na Praça do Rosário, nº 65, havia sido atingida por um incêndio em 2018, que destruiu a cobertura e comprometeu a estrutura interna. Desde então, o imóvel entrou em processo de deterioração, com perda de paredes e agravamento das condições de habitabilidade.
A reconstrução foi viabilizada por meio do Canteiro Modelo de Conservação de Cuiabá (CMCC), projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com o Iphan, dentro do Programa Conviver.
As obras ocorreram entre agosto de 2025 e abril de 2026 e envolveram oficinas, mutirões e atividades práticas que mobilizaram mais de 100 participantes, entre estudantes, profissionais e membros da comunidade. A iniciativa integra ações de assistência técnica voltadas a habitações de interesse social em áreas urbanas tombadas.
Coordenadora do Canteiro Modelo de Conservação, a professora doutora Luciana Pelaes Mascaro destacou que o projeto busca atender famílias de baixa renda que enfrentam dificuldades para manter imóveis históricos, além de contribuir para a permanência da população no centro da cidade.
“Conseguimos recurso para fazer a recuperação de habitações para pessoas com renda de até três salários mínimos, que têm dificuldade de manter esses imóveis tombados. A principal importância é ajudar essas famílias e fixar moradores no centro, o que contribui para uma cidade mais compacta, dinâmica e segura, fortalecendo o comércio e as relações urbanas”, informou.
O secretário municipal José Afonso Portocarrero ressaltou o apoio da Prefeitura de Cuiabá à iniciativa e a expectativa de ampliação do projeto para outros imóveis do centro histórico.
“A prefeitura tem conhecimento do projeto e fica muito contente com essa iniciativa do Iphan com a Universidade Federal. Estamos apoiando no que for necessário. A gente espera que essa proposta se expanda, porque há uma área grande do centro histórico com casarões em processo de abandono, e a ideia é ampliar a quantidade de imóveis atendidos”, contextualizou.
Já o presidente do Iphan, Deyvesson Israel Alves Gusmão, enfatizou o papel da participação social na preservação do patrimônio e os impactos do programa na revitalização dos centros históricos.
“O programa Conviver nasce da necessidade de interlocução do poder público com a sociedade na conservação de áreas históricas. A preservação só é efetiva com participação social, e o principal resultado é um centro histórico vivo, com pessoas morando e vivendo nesses espaços. A recuperação desses imóveis é voltada para famílias de baixa renda e contribui para o desenvolvimento social, econômico, estimula o turismo e fortalece a cidadania”, pontuou.
Além de devolver o imóvel à família, a entrega reforça a importância da preservação do patrimônio cultural e das relações comunitárias no entorno da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito, um dos principais marcos históricos e religiosos de Cuiabá.
Meio Ambiente
Várzea Grande anuncia revitalização do Parque Berneck e prepara novas melhorias em áreas de lazer
A Prefeitura de Várzea Grande iniciou os preparativos para uma ampla manutenção no Parque Ecológico Bernardo Berneck, com intervenções que vão desde a reforma da sede até a instalação de novos equipamentos para atender os frequentadores. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, durante evento realizado no parque.
Segundo o secretário, a ordem de serviço prevê uma série de melhorias na estrutura existente. Entre elas estão a ampliação da sede e do auditório, pintura, manutenção dos banheiros, da concha acústica e do telhado, além da recuperação de parte da grade do parque que foi danificada.
O espaço também deverá receber novos equipamentos e estruturas. A previsão inclui a instalação de novas câmeras de monitoramento, lixeiras, placas de identificação, bebedouros e aparelhos para as academias ao ar livre, que atualmente apresentam sinais de deterioração. Os novos equipamentos das academias serão adquiridos com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente.
Apesar das intervenções, o Parque Berneck não precisará ser fechado. De acordo com Ricardo Amorim, os trabalhos serão realizados por etapas e as áreas em obras serão isoladas, enquanto os demais espaços permanecerão disponíveis para a população. O horário de funcionamento continuará das 5h às 18h.
Passarela e pista de caminhada
A pista de caminhada, que possui aproximadamente 2,7 quilômetros, também receberá intervenções. Os pontos danificados serão recuperados e está previsto um novo recapeamento em uma etapa posterior, dentro de uma obra de maior porte.
Já a passarela sobre a lagoa, um dos pontos mais conhecidos do parque e utilizado pelos visitantes para fotos, não será recuperada nesta primeira etapa. Segundo o secretário, a estrutura exige uma intervenção mais complexa, inclusive com trabalho aquático para a execução da fundação.
A expectativa é utilizar recursos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), estimado em R$ 3 milhões, para executar essa intervenção juntamente com outras melhorias na área da lagoa.
Outra mudança será no acesso ao parque pela região do bairro São Isabel. A Prefeitura pretende implantar uma entrada com portão giratório, permitindo a passagem de pedestres, mas impedindo a entrada de bicicletas. A medida, segundo Amorim, busca preservar a pista de caminhada e garantir mais segurança aos usuários.
O banheiro localizado em uma área mais isolada do parque também deverá ser desativado. A estrutura principal, localizada na entrada, será mantida e receberá adequações para garantir acessibilidade.
Parque será transformado em unidade de conservação
Uma das mudanças consideradas mais importantes pela Secretaria de Meio Ambiente é a conclusão do plano de manejo do Parque Berneck. Atualmente, segundo Amorim, o local é considerado um espaço ecológico, mas ainda não possui formalmente a condição de parque como unidade de conservação.
Com a conclusão do plano de manejo e a criação da unidade de conservação, a área passará a ter uma estrutura formal de proteção e gestão ambiental, consolidando o Berneck como patrimônio ambiental de Várzea Grande.
O secretário também fez um apelo aos frequentadores para que ajudem na preservação do espaço. Segundo ele, o parque recebe cerca de três mil pessoas aos finais de semana, mas também enfrenta episódios de vandalismo, registrados pelas câmeras de monitoramento.
Amorim citou casos de depredação de banheiros e danos à vegetação e pediu que pais e responsáveis orientem crianças e adolescentes que frequentam o local. Ele também solicitou que a população denuncie situações de vandalismo ou comportamento que possa colocar outros usuários em risco.
Segurança reforçada
A segurança do parque também está entre as preocupações da administração municipal. Atualmente, servidores realizam rondas utilizando duas motocicletas, especialmente em horários e locais com menor movimento.
Segundo o secretário, a Prefeitura já solicitou formalmente a presença da Guarda Municipal no local e existe a possibilidade de utilização da estrutura próxima ao Corpo de Bombeiros como apoio para as equipes de segurança.
O monitoramento por câmeras também passou a auxiliar os servidores na identificação de situações suspeitas e na prevenção de ocorrências.
Tanque do Fancho terá ampliação
Além do Berneck, a Prefeitura prepara intervenções em outros espaços ambientais de Várzea Grande. Um deles é o Parque Tanque do Fancho, localizado próximo à sede da Prefeitura.
De acordo com Ricardo Amorim, o espaço será revitalizado e ampliado. A área, atualmente com formato semelhante a uma ferradura, terá sua pista de caminhada prolongada após a desapropriação de uma área vizinha.
Para a intervenção, o município deverá contar com aproximadamente R$ 1,5 milhão provenientes de um TAC firmado com a empresa Rumo. A previsão é que as obras sejam iniciadas ainda neste ano.
Flores do Ipê preserva fauna e flora
Outro espaço destacado pelo secretário é o Parque Flores do Ipê, localizado no bairro Joaquim Curvo, na região do Grande Cristo Rei, próximo à Polícia Militar.
O parque possui áreas suspensas e mantém características ambientais diferenciadas, com preservação da fauna e da flora. Segundo Amorim, o local conta inclusive com estudos específicos sobre a vegetação existente na área.
O secretário afirmou ainda que a Prefeitura trabalha para viabilizar um novo parque com funcionamento no período noturno. A proposta é atender moradores que trabalham durante o dia e procuram espaços públicos para caminhar e praticar atividades físicas após o expediente.
A expectativa é que a novidade seja anunciada até o final deste ano.
Atualmente, os três parques municipais citados — Bernardo Berneck, Tanque do Fancho e Flores do Ipê — funcionam diariamente das 5h às 18h. Para Amorim, a ampliação e revitalização desses espaços representam uma forma de oferecer mais opções de lazer, convivência e contato com a natureza à população de Várzea Grande.
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