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Mato Grosso

Lista de contemplados do Residencial Comodoro será divulgada por etapas

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, divulgará a lista de contemplados do Residencial Comodoro por etapas. A previsão é que os primeiros 200 nomes definitivos dos beneficiários do Programa Casa Cuiabana destinados ao empreendimento sejam publicados até a primeira quinzena de novembro.

O processo de entrega do empreendimento será conduzido em três etapas: 200 contemplados na primeira fase, 200 na segunda e 100 na terceira, totalizando 500 famílias atendidas. As obras seguem em andamento: o Comodoro I está com 78,85% de execução, o Comodoro II, com 63,15%, e o Comodoro III, com 48,72%.

De acordo com a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, a divulgação depende apenas da aprovação final da Caixa Econômica Federal (CEF). O processo sofreu atrasos em decorrência da greve de quase 30 dias da instituição, que impactou os prazos de análise, resposta e aprovação dos processos. “Estamos aguardando só uma resposta final dos últimos dossiês para publicar essa lista”, explicou.

Após a divulgação dos nomes, a Secretaria dará início ao Trabalho Técnico Social com as famílias habilitadas. A etapa inclui o sorteio das unidades habitacionais, a realização de checklist dos apartamentos e outras ações necessárias até a assinatura dos contratos.

“Nessa etapa, eles vão conhecer o empreendimento, entrar nos apartamentos, ver o terreno, a obra, como funciona e qual é o tamanho do apartamento. Depois disso, haverá o sorteio para definir em qual unidade cada um vai ficar. E, caso haja interesse mútuo, os contemplados poderão realizar trocas de unidades entre si. A assinatura dos contratos ocorre somente depois da definição das unidades e da conclusão das etapas”, afirmou Michelle.

A entrega definitiva das moradias está condicionada à conclusão de 100% das obras, à aprovação da Caixa Econômica Federal e à assinatura dos contratos. Uma reunião entre a Prefeitura e a instituição financeira, prevista para o final de novembro, deverá definir o novo cronograma de entrega das três etapas do Residencial Comodoro, que totaliza 500 unidades, além de estabelecer um novo prazo para a entrega do Residencial Tijucal, que conta com 192 apartamentos e também está com as obras em andamento.

Etapas anteriores

O Programa Casa Cuiabana recebeu 83.991 inscrições entre julho e setembro de 2025, das quais cerca de 45 mil foram deferidas. Em dezembro, um sorteio selecionou mil candidatos, sendo 500 titulares e 500 reservas. Nos meses seguintes, os sorteados foram convocados para apresentar a documentação, passaram por análise de compatibilidade, tiveram prazo para apresentar recursos e foram orientados quanto à assinatura da Declaração de Beneficiário.

Em abril de 2026, um novo sorteio selecionou 500 candidatos para preencher vagas abertas após eliminações. Esses contemplados foram destinados ao Residencial Tijucal, já que as vagas do Comodoro haviam sido preenchidas no primeiro sorteio. Em maio, foi publicada a primeira lista de desclassificados, incluindo casos analisados após a apresentação de recursos. Os candidatos que não constam nessa relação não têm confirmação automática de contemplação, pois parte dos processos ainda aguarda retorno da Caixa Econômica Federal.

 



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Wilson Santos defende Estado como indutor da industrialização em MT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) defendeu que o Governo de Mato Grosso assuma o papel de indutor do processo de industrialização das cadeias produtivas do estado, com o objetivo de agregar valor à matéria-prima, diversificar a economia e ampliar a oferta de empregos com melhores salários. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (19), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que debateu o Projeto de Lei nº 692/2026 , referente à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 (PLDO 2027).

Durante a apresentação do monitoramento dos riscos fiscais, conduzida pelo secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, o parlamentar demonstrou preocupação com a queda dos preços das commodities no mercado internacional e os reflexos desse cenário na arrecadação estadual. Para ele, a dependência da exportação de produtos primários torna a economia mato-grossense vulnerável às oscilações do mercado externo.

“Esse é um grande risco que toda a economia voltada para produtos primários, voltada para a exportação, corre. Daí, nós precisamos industrializar o estado e transformar essa matéria-prima em algo menos arriscado. Ninguém tem mais matéria-prima e condições de transformar do que nós. Quem manda no preço da soja é a Bolsa de Chicago e a China. Nós dependemos muito mais deles do que nós. Construir uma economia mais segura é o caminho da industrialização”, explicou Wilson Santos.

O deputado citou a necessidade de avançar no processamento industrial de matérias-primas produzidas em Mato Grosso e mencionou as cadeias do algodão e do calçado como possibilidades de desenvolvimento. Ele defendeu que o estado estabeleça uma política estruturada para atrair e desenvolver indústrias, com metas que permitam avaliar os resultados ao longo dos próximos quatro anos.

Na sequência, o secretário Fábio Pimenta concordou com a importância estratégica da industrialização e citou setores nos quais Mato Grosso ampliou o processamento da produção. “Não tenho dúvidas. É o nosso principal objetivo econômico e estratégico: o desenvolvimento da indústria. Defendemos e adotamos políticas. Já tivemos sucesso em vários setores. A exemplo do milho, que nós exportávamos 80% da nossa produção e, hoje, quase metade da produção já estamos processando internamente em Mato Grosso, mas também o setor de carnes. Mato Grosso é um grande produtor de carne bovina e de frango. No biodiesel, somos, junto com o Rio Grande do Sul, os maiores produtores nacionais. E estamos buscando, inclusive, diversificar a economia em outros setores”, justificou.

O parlamentar, no entanto, ponderou que o avanço da produção de etanol de milho no estado ocorreu principalmente pela iniciativa privada, especialmente de investidores internacionais e cobrou uma atuação mais efetiva do poder público na condução de uma política de industrialização. 

“Quando faço essa provocação é que o estado precisa ser o indutor desse processo. Espero que, com a posse do governador Otaviano, em fevereiro de 2027, ele apresente a sua proposta para industrializar o estado como indutor. Nós temos que ter uma proposta para as indústrias internacionais e nacionais. Se não, vamos viver a vida inteira de latifúndio, monocultura e visando o mercado externo. Isso fazíamos há 500 anos atrás com a cana, com o café e com a borracha. É preciso diversificar, dar emprego de qualidade e bons salários. Mato Grosso tem uma concentração de renda estúpida”, frisou Wilson Santos.

Ao concluir a discussão sobre o tema, Fábio Pimenta destacou a importância da parceria entre o Executivo e o Legislativo para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico. O secretário também citou o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) como instrumento de incentivo à atividade industrial, ao desenvolvimento e à geração de empregos. “Sempre faremos ajustes, inclusive contamos com a Assembleia Legislativa, em eventual evolução, como sempre foi parceira do Estado”, finalizou.



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