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Assembleia Legislativa homenageia legado de Dante de Oliveira em sessão especial

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Mato Grosso

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta terça-feira (30), uma sessão especial em homenagem à memória e ao legado político do ex-governador Dante de Oliveira. A solenidade foi requerida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PODE), e pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), para celebrar os 42 anos da votação da Emenda Dante de Oliveira, marco do movimento Diretas Já, e lembrar os 20 anos da morte do político mato-grossense.

Ao abrir a sessão, o deputado Avallone destacou a emoção de participar da homenagem e o reencontro com pessoas que fizeram parte da trajetória de Dante.

“Participar de uma sessão como essa é uma honra. Aqui eu reencontro pessoas que conviveram com o Dante e com todos nós ao longo de muitos anos. É muito especial poder reviver essa história e prestar essa homenagem”, afirmou.

A solenidade foi iniciada com a apresentação do Hino Nacional Brasileiro, interpretado pela artista mato-grossense Vera Capilé.

Dante de Oliveira entrou para a história política do país ao apresentar, em 1983, a proposta de emenda constitucional que defendia o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República. A iniciativa mobilizou o movimento Diretas Já e se consolidou como um dos marcos da redemocratização brasileira.

O ex-governador morreu em 6 de julho de 2006, aos 54 anos, em Cuiabá, em decorrência de uma infecção generalizada, com complicações de pneumonia e diabetes.

Dante de Oliveira também teve sua trajetória marcada pela forte presença da família na vida pública. Ele era filho do ex-deputado estadual Sebastião de Oliveira e de Maria Benedita Martins de Oliveira, conhecida como Dona Maria, figura muito respeitada na cuiabania. Mãe de Dante, Dona Maria acompanhou de perto a trajetória política do filho e construiu ao longo da vida uma relação de proximidade com a população, sendo lembrada pelo carinho e pela simplicidade. Falecida em janeiro de 2025, aos 104 anos, destacou-se pela longevidade e pela presença constante em atos públicos dedicados à memória do filho.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Durante a sessão, familiares e amigos destacaram diferentes dimensões da vida pública e pessoal de Dante de Oliveira.

A viúva do ex-governador, Thelma de Oliveira, lembrou a convivência ao longo dos anos e destacou o lado humano de Dante e os desafios enfrentados pela família.

“Eu vivi uma vida toda com o Dante. Foram momentos de altos e baixos. Todo mundo conhece aquele homem público, mas existe o homem da intimidade, da família, que sonhava alto. As pessoas não me chamam de viúva do Dante, eu sou a mulher do Dante”, afirmou.

Thelma também ressaltou a importância de preservar o legado político do ex-governador para as novas gerações. “O que eu gostaria é que as novas gerações entendessem o quanto a política é importante para construir um mundo melhor, uma política séria, com ética, com P maiúsculo”, disse.

O irmão do ex-governador, Armando Martins de Oliveira, resgatou lembranças da infância e da formação de Dante. “Ele queria olhar longe. Desde pequeno já demonstrava esse desejo de ir além, de enxergar o futuro”, disse.

O ex-senador Antero Paes de Barros destacou a importância histórica da Emenda Dante de Oliveira e o impacto do movimento Diretas Já. “A emenda foi derrotada, mas a ideia venceu. Ela abriu caminho para a redemocratização do Brasil e para a retomada das Diretas Já”, afirmou.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, ressaltou o perfil democrático de Dante e sua atuação na construção de políticas públicas. “Ele era um democrata de primeira grandeza, que acreditava na construção coletiva e no diálogo para governar”, disse.

A servidora Evanildes Maria dos Reis, conhecida como Vanda Reis, que trabalhou por quase três décadas com o ex-governador, destacou a intensidade do trabalho de Dante de Oliveira. “Ele era uma pessoa muito intensa. Tudo era para ontem. A gente quase não dormia. Era o primeiro a chegar e o último a sair. Ele trabalhava com paixão pelo que fazia”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) destacou a trajetória política e administrativa de Dante de Oliveira. “Ele fez a maior reforma do Estado de Mato Grosso. Encontrou um Estado em crise e reorganizou as contas públicas, promovendo uma mudança estrutural importante”, disse.

A sessão especial também contou com a entrega de moções de aplausos a lideranças políticas, comunitárias e personalidades que contribuem com a sociedade mato-grossense e que foram lembradas durante a solenidade em homenagem a Dante de Oliveira, além da entrega de comendas e homenagens a autoridades e personalidades.

 

Foram agraciados com a Comenda Dante de Oliveira:

Armando Martins de Oliveira

Jorge Moraes

Thelma de Oliveira

Carlos Avallone (PSDB)

 

Foram agraciados com Moções de Aplausos:

Almerindo Moraes

Ana Margarida de Jesus

Ana Maria Duarte

Antônio Duarte Figueiredo Neto

Aparecido Alves

Augusto Taques

Benedito Gonçalo de Figueiredo (Dito Loro)

Bolívar Bezerra

Catarino Pereira Paim

Célio Santos

Clóvis Mattos

Diana Catarina Souza

Edésio Ribeiro

Eduarti Fraga

Eliezer Gentil de Souza

Evanildes Maria dos Reis

Florêncio Bezerra (in memoriam)

Francisco Bayma Mattos Junior

Francisco Marinho

Gesuína da Costa Pereira

Gilda Balbino

Gilson Alves

Hélbio Márcio Souza (in memoriam)

Hélio Ramos

Hildebrando Daltro

Irinildes Penha

Jair Aquino

Jefferson Figueiredo

Joacy Lopes Santos (D. Jô)

João Canella

Jorge Roberto da Silva Alves

José Carlos Moraes (in memoriam)

José Fernando da Costa Moreira

José Silva

Lauro da Mata

Luis Fernando Lemes

Márcio Costa

Márcio Moreira

Márcio Ponceano

Margit Roewer

Maria do Carmo M. Oliveira Avalone

Nádia Calmon

Nayanne Barros dos Reis

Neusalina Maria de Jesus

Nilson Nei Nardeli

Norma Sueli

Odilson Sebastião

Osvaldo Silveira

Otmar de Oliveira

Pedro Martins

Regina Toledo

Renato de Paula Correa (in memoriam)

Renildes Jovita Ferreira

Rubens Eduardo Mattos

Solange Aparecida da Silva Arruda

Teldo Figueiredo Matos

Thelma Oliveira

Terezinha Fátima Paes de Arruda

Tony Hudson

Valteir Cabral

 

Ao final da sessão, os participantes destacaram o legado de Dante de Oliveira como uma das principais referências da política brasileira, especialmente na defesa da democracia, da participação popular e da responsabilidade pública.

 



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“Nunca vi uma campanha tão sem graça”, dispara Júlio Campos sobre eleição de 2026

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Candidato à reeleição pelo União Brasil afirma que disputa ao Governo está sem vibração e diz que apenas candidatos à Assembleia Legislativa estão movimentando as ruas

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), candidato à reeleição, classificou a campanha eleitoral de 2026 como a mais “estranha” de sua trajetória política. Com 54 anos de participação em disputas eleitorais, o parlamentar afirmou que nunca havia presenciado uma eleição com tão pouca movimentação, especialmente entre os candidatos aos cargos majoritários.

“É a campanha mais estranha da minha vida. Estou na política partidária, disputando eleição, desde 1972, há 54 anos. Eu nunca vi uma campanha tão sem graça, tão sem vibração, tão sem alma, tão sem coração e tão esquisita como esta de 2026”, afirmou.

Segundo Júlio, a falta de movimentação é mais perceptível na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ele citou a existência de quatro ou cinco candidatos, mas avaliou que praticamente não há presença deles nas ruas.

Para o deputado, a disputa pelo Senado apresenta um pouco mais de movimentação, enquanto a eleição para deputado federal também estaria ocorrendo de maneira discreta. Na avaliação dele, quem efetivamente tem ocupado as ruas são os candidatos à Assembleia Legislativa.

“Praticamente parece que vai ter eleição apenas para a Assembleia Legislativa”, disse.

Apesar da avaliação sobre o cenário eleitoral, Júlio Campos demonstrou confiança em sua própria campanha e afirmou que tem sido bem recebido durante as visitas e encontros com eleitores. O parlamentar atribuiu parte desse cenário ao trabalho desenvolvido durante os quatro anos de mandato e à divulgação de suas pautas pela imprensa.

Entre as bandeiras que considera terem ganhado repercussão, Júlio citou a defesa da manutenção da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá com atendimento de portas abertas 24 horas, a chamada causa PET, a cobrança pelo pagamento de RGA atrasado aos servidores públicos e a defesa de maior independência e funcionamento do Poder Legislativo.

O deputado também destacou suas críticas ao atual funcionamento da Assembleia Legislativa, especialmente em relação à realização de apenas uma sessão ordinária por semana. Para ele, o modelo representa uma falha do Parlamento.

Júlio também lembrou as críticas que vem fazendo ao Ministério Público Estadual em relação à demora na tramitação de processos. Segundo o parlamentar, sua atuação nesse tipo de cobrança também teria repercutido entre os eleitores.

Outro episódio mencionado foi o chamado “caso Oi”, no qual Júlio afirma ter atuado como um dos parlamentares que cobraram providências diante do escândalo. Na avaliação dele, os desdobramentos mais efetivos ocorreram por iniciativa do Supremo Tribunal Federal, e não da Justiça Estadual.

Com relação à disputa proporcional, Júlio reconheceu que o União Brasil terá uma chapa enxuta para a Assembleia Legislativa, com nove candidatos, mas afirmou estar confiante de que a legenda conseguirá eleger dois deputados estaduais.

Para a Câmara Federal, a expectativa do parlamentar também é positiva. Ele acredita que o partido terá condições de eleger pelo menos um deputado federal e admite a possibilidade de chegar a duas cadeiras.

 

A avaliação de Júlio ocorre em uma eleição marcada, até o momento, por uma pré-campanha e início de campanha com forte movimentação nos bastidores, enquanto os grupos políticos ainda consolidam alianças e estratégias para as disputas majoritárias e proporcionais.

 

Colaboração: Roberto Marques / MT EM FOCO

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