Economia
Hilê acompanha tendências durante a NaturalTech 2026
Economia
Entre os dias 10 e 13 de junho, o Distrito Anhembi, em São Paulo, recebeu a NaturalTech 2026, considerada um dos principais eventos de saudabilidade da América Latina. A feira conta com mais de 1.700 marcas, 836 expositores e atraiu 64 mil visitantes de 53 países, consolidando-se como um espaço de referência para acompanhar tendências e inovações em alimentação saudável, suplementos e produtos funcionais.
Nesse contexto, a Hilê Indústria de Alimentos esteve presente e acompanhou de perto as principais novidades apresentadas. A participação da empresa teve como objetivo observar os movimentos que estão moldando o futuro do mercado de suplementos e fortalecer o relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros.
Para Alex Botta, diretor comercial da Hilê, e Débora Guimarães, gerente comercial, a feira funciona como um termômetro do setor, permitindo identificar mudanças no comportamento do consumidor e oportunidades de crescimento. “Mais do que visitar uma feira, nosso objetivo foi entender quais movimentos estão moldando o futuro do mercado de suplementos. A NaturalTech reúne desde grandes fabricantes de ingredientes até marcas consolidadas, startups e especialistas, criando um ambiente em que é possível observar tendências antes que elas se consolidem no mercado”, afirma Botta.
Segundo ele, cada conversa com fornecedores, clientes ou parceiros ajuda a compreender novas demandas e avaliar quais tecnologias e ingredientes têm potencial para se tornar relevantes nos próximos anos. “Esse conhecimento retorna para dentro da empresa e influencia diretamente o desenvolvimento de novos projetos, tornando o processo de inovação mais conectado às demandas reais do mercado”, acrescenta.
Entre os destaques observados pela Hilê estão o crescimento dos eletrólitos, impulsionados pela busca por hidratação e desempenho; das fibras, acompanhando o interesse crescente pela saúde intestinal; dos colágenos, que continuam evoluindo com novas combinações e aplicações; e dos snacks proteicos, que unem conveniência e nutrição em um único produto.
Guimarães destaca que a valorização de formulações mais limpas também chamou atenção. “Percebemos uma demanda crescente por ingredientes naturais, rótulos mais transparentes e produtos desenvolvidos para diferentes perfis de consumidores. A inovação deixou de estar apenas no ingrediente e passou a envolver experiência de consumo, praticidade e propósito”, explica.
Para a Hile, um dos maiores ganhos do evento foi a troca direta de conhecimento com diferentes agentes da cadeia produtiva. “A inovação não acontece apenas dentro dos laboratórios. Ela também nasce da troca de conhecimento com quem está desenvolvendo novos ingredientes, pesquisando tecnologias ou acompanhando o comportamento do consumidor em diferentes mercados”, observa Botta.
Durante a feira, a empresa discutiu tendências diretamente com fornecedores de matérias-primas, conheceu soluções que ainda estão chegando ao Brasil e avaliou a evolução de ingredientes já conhecidos. “Esse contato reduz distâncias entre indústria e inovação, permitindo avaliar com mais rapidez quais tecnologias realmente agregam valor e podem ser incorporadas aos projetos desenvolvidos para nossos clientes”, complementa Guimarães.
Além disso, a interação com outras empresas do setor ampliou a visão sobre desafios comuns e fortaleceu um ambiente de evolução conjunta da indústria. Para a Hilê, participar de eventos como a NaturalTech é parte de uma estratégia de atualização constante e de preparação para atender às novas demandas do mercado.
“Acreditamos que acompanhar o mercado não é suficiente. É preciso transformar informação em capacidade de execução. Por isso, buscamos combinar atualização constante, investimento em tecnologia, estrutura industrial e desenvolvimento técnico para responder com agilidade às mudanças do setor”, avalia Botta.
Segundo ele, o papel da Hilê é oferecer às marcas muito mais do que capacidade produtiva. “Atuamos como parceiros no desenvolvimento de soluções alinhadas às tendências de consumo, às exigências regulatórias e às oportunidades que surgem no mercado. Participar de eventos como a NaturalTech faz parte dessa estratégia, porque nos permite antecipar movimentos e preparar nossos clientes para um cenário cada vez mais competitivo”, ressalta.
Dados do Global Wellness Institute (GWI), divulgados pela Times Brasil, apontam que o mercado brasileiro de wellness movimenta cerca de US$ 96 bilhões, impulsionado pela busca por longevidade, alimentação saudável, cuidados pessoais e produtos funcionais. Nesse contexto, a NaturalTech se consolida como um espaço estratégico para empresas que desejam acompanhar de perto as transformações do setor e alinhar suas estratégias às novas demandas dos consumidores.
“A feira funciona como um observatório das tendências que devem influenciar o mercado de suplementação nos próximos anos. Empresas que acompanham essas transformações conseguem responder com mais rapidez às mudanças de comportamento do consumidor e desenvolver soluções mais alinhadas às demandas do mercado”, conclui Guimarães.
Para saber mais, basta acessar: https://hile.com.br/
Economia
Confiança da indústria cai ao menor nível desde a pandemia
A confiança dos empresários da indústria brasileira atingiu, em julho, o menor nível desde o auge da pandemia de covid-19. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 2,3 pontos em relação a junho, passando de 46,7 para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Com o resultado, o indicador permanece há 19 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Trata-se da segunda maior sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período de recessão econômica entre 2015 e 2016.
Pessimismo prolongado
Para a CNI, a permanência do índice em nível negativo por um período prolongado pode impactar diretamente a atividade industrial.
Segundo o gerente de Análise Econômica da entidade, Marcelo Azevedo, a persistência do pessimismo tende a reduzir o ritmo da produção, frear investimentos e afetar o mercado de trabalho.
“Na medida em que se tem um período tão longo de pessimismo, isso se traduz em redução do número de empregados, da produção ou até cancelamento de investimentos produtivos”, afirmou Azevedo em nota.
Expectativas menores
Os dois componentes que formam o Icei registraram queda em julho.
O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que o ambiente de negócios e a economia estão piores do que há seis meses.
O Índice de Expectativas caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos, registrando o maior recuo desde novembro de 2022. Com isso, o otimismo em relação às próprias empresas perdeu força, enquanto a percepção sobre a economia brasileira tornou-se ainda mais negativa.
Cenário externo
De acordo com a CNI, a deterioração das expectativas está ligada ao aumento das incertezas no cenário internacional.
Entre os fatores apontados estão o agravamento dos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, fatores que elevaram a percepção de risco entre os empresários.
“A piora das expectativas se deve, possivelmente, ao aumento das incertezas do cenário externo, tanto o acirramento da guerra no Oriente Médio como também a eventual retomada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros”, avaliou Marcelo Azevedo.
Como funciona
O Icei varia de zero a 100 pontos. Resultados abaixo de 50 indicam falta de confiança dos empresários industriais, enquanto índices acima desse patamar sinalizam confiança.
Para a edição de julho, a CNI ouviu 1.118 empresas entre os dias 1º e 7 de julho, sendo 442 de pequeno porte, 411 de médio porte e 265 de grande porte.
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