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Prefeitura de Sinop reúne empresários locais e representantes de empresas japonesas para ampliar parcerias no agronegócio

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, realizou na manhã desta terça-feira (29) uma reunião com a participação de representantes de empresas japonesas e empresários de Sinop. O encontro, intitulado “1º Encontro Agronegócio e Cadeia de Grãos”, ocorreu após articulação com a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil e teve como foco a aproximação entre o setor produtivo local e empresas do Japão.

A reunião ocorreu por videoconferência e apresentou informações sobre o município, o setor produtivo e oportunidades de negócios. A proposta é ampliar o diálogo entre empresários de Sinop e grupos japoneses interessados em atuar em áreas relacionadas ao agronegócio, à cadeia de grãos, à tecnologia e à industrialização.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, explicou que o encontro dá continuidade ao contato iniciado após a visita de uma missão japonesa ao município. “Recentemente nós recebemos pela segunda vez uma missão japonesa com mais de 20 empresários representando as maiores empresas, principalmente as multinacionais do Japão. Estamos dando sequência a essa conversação, aproximando essas empresas com empresários de Sinop, que pretendem desenvolver algum tipo de atividade econômica e necessitam dessa parceria da tecnologia, da modernidade, da dinâmica dessas empresas japonesas”, afirmou.

O secretário também destacou que a iniciativa busca aproximar interesses empresariais e criar condições para novos negócios no município. “Nós estamos juntando os interesses empresariais daqui e do Japão, representados no Brasil, para que se solidifique Sinop como um polo de indústria. Uma industrialização que envolva tecnologias importantes e modernas com o empresariado local”, explicou.

O economista e pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Feliciano Azuaga, classificou o encontro como uma oportunidade de prospecção de negócios, parceiros e investidores para o município. “São reuniões de prospecção de negócios, parceiros, investidores aqui para o município, uma forma de acelerar o crescimento e o desenvolvimento da cidade, principalmente num momento onde a gente tem uma janela de oportunidades do mundo, que o mundo está buscando mais alimentos, inclusive mais saudáveis, e está buscando mais energia, principalmente focado no mercado de etanol”, disse.

Feliciano Azuaga também citou os setores que despertaram interesse durante a reunião e destacou a posição de Sinop na produção agropecuária. “Essa reunião foi organizada pela Câmara de Comércio do Japão, através do consulado em São Paulo, que viu Sinop como uma grande oportunidade para aproximar o Japão das negociações com o Brasil. Eles viram Sinop como uma espécie de região de muito interesse, principalmente porque nós somos uma região produtora de soja, de milho, de carne, e principalmente a energia, que é o etanol, é o biodiesel, e futuramente a querosene de aviação”, explicou.

De acordo com o pesquisador, os representantes das empresas japonesas também buscaram informações sobre aspectos da estrutura econômica e logística de Sinop. “Nesse bate-papo os japoneses levantaram várias questões para entender um pouquinho sobre o contexto local, sobre a logística, sobre os grandes projetos, sobre os gargalos. As empresas japonesas demonstraram interesse no segmento de fertilizantes, no segmento de logística e no segmento de máquinas e equipamentos para a industrialização”, disse Azuaga.

Próximos passos

Para o diretor de Indústria e Comércio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Campanhoni, o encontro faz parte de uma sequência de ações para aproximar investidores e empresas das oportunidades existentes no município. “Já tínhamos convidado representantes de empresas japonesas para conhecer a região e apresentamos de forma geral o município. Agora a ideia é aproximar um pouco as empresas, as oportunidades, os negócios, afunilando até entenderem onde tem de fato um negócio, possibilidade de rentabilizar, capacidade de implantar”, explicou.

A primeira reunião teve como foco o agronegócio e os segmentos relacionados à industrialização. Conforme o diretor, as próximas conversas devem ampliar o diálogo para outras cadeias produtivas do município. “Essa reunião teve uma relação mais com o agronegócio e aquilo que envolve a parte de industrialização. O próximo passo vai ser a cadeia da pecuária. Vamos tratar um pouco também da proteína animal”, afirmou.

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Prefeitura de Sinop e MPT promovem formação da Rede de Proteção para fortalecer combate ao trabalho infantil

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social e em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), promoveu, na manhã de hoje (29), uma formação voltada aos profissionais que integram a Rede de Proteção de crianças e adolescentes do município. Realizada na Igreja Presbiteriana Renovada (IPR), a capacitação teve como tema o combate ao trabalho infantil e foi conduzida pela procuradora do Trabalho, Thalma Furlanetti.

A atividade reuniu servidores das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, além de representantes do Fórum, do MPT e de entidades representativas e beneficentes que atuam na proteção de crianças e adolescentes.

Durante a formação, foram abordados aspectos legais relacionados ao trabalho infantil, os riscos e prejuízos provocados pelo trabalho precoce e o papel de cada instituição dentro da Rede de Proteção. A apresentação também destacou a importância da atuação conjunta entre os diferentes órgãos para garantir os direitos de crianças e adolescentes.

A secretária de Assistência Social, Sinéia Abreu, destacou a importância de reunir os diferentes atores que atuam na proteção da infância e adolescência. “Estamos aqui hoje participando de uma capacitação para toda a Rede, encabeçada pelo Ministério Público do Trabalho, através da Dra. Thalma, com um tema muito importante, que é o trabalho infantil”, explicou.

A apresentação do MPT reforçou que a Constituição Federal proíbe qualquer trabalho para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos. Entre 16 e 18 anos, o trabalho é permitido com restrições, incluindo a proibição de atividades perigosas, insalubres, noturnas ou que prejudiquem a frequência escolar.

Para a procuradora do Trabalho Thalma Furlanetti, a formação busca ampliar a compreensão dos profissionais e estimular uma reflexão sobre as formas adequadas de inserção dos adolescentes no mundo do trabalho. “É uma realidade que nós temos visto especialmente nas ruas de Sinop, nos semáforos, com crianças e adolescentes vendendo doces. E nós trazemos então o que é que a lei prevê, as proibições, as permissões”, afirmou.

Thalma também reforçou que a legislação não estabelece uma proibição total ao trabalho de adolescentes, mas assegura o direito à profissionalização e ao trabalho protegido. “Nós não estamos pregando aqui a proibição total. Estamos pregando o que prevê a lei: a partir dos 14 anos pode trabalhar como aprendiz. E não é só uma possibilidade, é um direito constitucional do adolescente, o direito à profissionalização e ao trabalho protegido, e não ao trabalho com exploração”, destacou.

A apresentação do MPT também tratou das chamadas piores formas de trabalho infantil, previstas na Lista TIP, que incluem, entre outras situações, atividades em ruas e logradouros públicos, trabalho doméstico e determinadas atividades rurais e de comércio. O material destaca possíveis prejuízos físicos, sociais e psicológicos decorrentes dessas situações.

Para João Girardi, da Adestec Obra Padre Pio, a discussão também é importante para reforçar que adolescentes precisam ter acesso a oportunidades de formação e qualificação profissional. “Dentro de uma idade que a lei permite, você tem muitas opções hoje em Sinop. Uma delas, por exemplo, como foi citada, a Adestec, a Obra Padre Pio, que, justamente, cria esse ambiente favorável de formação, de qualificação profissional, preparando para uma vida adulta”, pontuou.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Paulo Miranda, ressaltou a importância da integração entre os órgãos da Rede de Proteção e destacou o papel das escolas e instituições sociais na identificação de possíveis situações de violação de direitos. “O CMDCA vem junto a esses órgãos, o Ministério Público, o Conselho Tutelar e outras instituições, com o grande apoio da Secretaria de Assistência Social, promover e ajudar essas capacitações, porque nossas instituições trabalham com o acolhimento de crianças e geralmente é o primeiro ponto que, muitas vezes, nós identificamos: como a escola, as entidades que essas crianças frequentam. Ali geralmente identificamos crianças que estão passando por algum tipo de trabalho infantil, de abuso e outras situações similares”, explicou.

Paulo também orientou que situações de suspeita ou identificação de trabalho infantil podem ser comunicadas aos órgãos responsáveis. “A escola, as entidades que trabalham com essas crianças e adolescentes, também temos a Casa dos Conselhos da Prefeitura, que funciona na Assistência Social, que lá centraliza todos os conselhos. São pontos que podem estar recebendo essas denúncias e, se a pessoa, às vezes, tem o receio de se identificar, ela pode ser feita anônima também”, acrescentou.

Atuação em rede

A formação também teve um momento de oficinas em grupo, permitindo que os participantes discutissem situações relacionadas ao trabalho infantil e refletissem sobre os fluxos e responsabilidades dos diferentes integrantes da Rede de Proteção.

Entre as ações previstas estão a elaboração de planos conjuntos, identificação de situações de vulnerabilidade, estabelecimento de fluxos de trabalho e sensibilização da sociedade e do poder público.

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