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Gaeco Aponta Uso de Câmera Espiã e Chantagem para Forçar Apoio Político

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Documentos do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) revelam um grave esquema de coerção e chantagem envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB). Segundo a investigação que motivou a operação contra parlamentares do município, Cerqueira teria utilizado uma câmera escondida no seu escritório para filmar vereadores a receber dinheiro, usando as gravações para pressioná-los a apoiar a sua reeleição ao comando do Legislativo.  

Cartas de Renúncia e Coação

De acordo com o depoimento de uma testemunha protegida, o mecanismo de pressão do parlamentar ia além das gravações ilegais. Para garantir a fidelidade dos votos na eleição da Mesa Diretora, vereadores eram forçados a assinar cartas de renúncia ao mandato como forma de garantia.  

Conforme os registos dos investigadores, estas assinaturas foram recolhidas durante um encontro na chácara do vereador Miguel Júnior, localizada no Distrito da Guia, na transição de 2024 para 2025. Na ocasião, o grupo reuniu-se para alinhar o apoio político à eleição de Wanderley Cerqueira para a presidência da Casa.  

Ofertas Financeiras e Articulações Políticas

A investigação detalha ainda que, durante as articulações para a sua reeleição no comando do Parlamento municipal, em maio de 2026, o presidente da Câmara voltou a apresentar propostas financeiras diretamente no seu gabinete para assegurar os votos necessários.  

O caso segue sob investigação do Ministério Público e do Gaeco, que analisam os materiais apreendidos para apurar a extensão dos crimes de chantagem e corrupção no Legislativo municipal.

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Corpo de Bombeiros é acionado na Câmara de Várzea Grande um dia após operação do Gaeco

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Um dia após ser o epicentro de uma operação de grande repercussão contra supostas irregularidades políticas, a Câmara Municipal de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, voltou a registrar movimentação de equipes de emergência na tarde desta quinta-feira (21). O Corpo de Bombeiros foi acionado para o local após um chamado de possível curto-circuito nas instalações do prédio. 

Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre a dimensão do problema elétrico ou se houve danos materiais expressivos na Casa de Leis. O susto, no entanto, somou-se ao clima de instabilidade gerado pelo cerco policial deflagrado no dia anterior.

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