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Polícia Civil deflagra ação contra núcleo de facção criminosa em Campos de Júlio

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (9.7), a Operação Baba Yaga, para cumprimento de 33 mandados judiciais expedidos no âmbito da investigação que apura a atuação de uma facção criminosa instalada na região do município de Campos de Júlio.

Os mandados foram cumpridos em Campos de Júlio, Comodoro e Cuiabá, com objetivo de desarticular a cadeia de comando, atingindo lideranças, integrantes do quadro disciplinar, responsáveis pelo setor financeiro, gerentes do tráfico, operadores logísticos e encarregados da comercialização de drogas e da manutenção das atividades ilícitas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As medidas cautelares foram decretadas pelo juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, a partir das investigações da Delegacia de Campos de Júlio iniciadas em setembro de 2024.

A decisão judicial autorizou as buscas e apreensões de caráter itinerante (apreensões que não ficam restritas aos endereços previamente indicados no mandado judicial), além de quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos eletrônicos apreendidos.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Investigação

O grupo criminoso encontrava-se instalado de forma permanente na cidade, exercendo controle sobre a venda de entorpecentes, impondo regras internas aos integrantes, promovendo punições violentas, monitorando a movimentação das forças policiais e utilizando sofisticados mecanismos para dificultar a identificação de seus integrantes.

As investigações reuniram informações de diferentes procedimentos policiais, prisões em flagrante, operações anteriores e análises de inteligência. O cruzamento dos dados permitiu identificar comunicações entre os investigados, mapear a atuação de cada integrante e revelar a estrutura hierárquica, a divisão de funções e o modo de atuação da facção.

As apurações também apontaram que o grupo atuou de forma coordenada por vários anos, características típicas de facções criminosas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Foram identificados também vários grupos de mensagens instantâneas utilizados exclusivamente pela facção criminosa, para dificultar eventual identificação. Os grupos recebiam nomes aparentemente comuns, fazendo referência a supermercados, lojas, escolas e estabelecimentos comerciais da cidade.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As análises identificaram que os suspeitos trocavam constantemente apelidos, perfis e nomes de usuário para dificultar a identificação. Além disso, adotavam procedimentos padronizados para apagar conversas, monitorar a movimentação policial e compartilhar, em tempo real, informações sobre o deslocamento de viaturas.

Os integrantes da facção eram submetidos à leitura obrigatória do estatuto interno do grupo, pagamento periódico de contribuições financeiras, cumprimento de determinações disciplinares e rígido controle hierárquico.

As provas e evidências obtidas pela Polícia Civil indicam que a facção criminosa utilizava extrema violência para manter o domínio territorial e disciplinar seus integrantes. Também foram identificados diálogos relacionados ao planejamento de homicídios, ocultação de cadáveres, aplicação de torturas e autorização de execuções determinadas pela cúpula da facção criminosa.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As investigações também apontaram indícios de recrutamento de adolescentes para o tráfico de drogas, uso de estabelecimentos comerciais para ocultar a origem de recursos ilícitos e monitoramento constante da atividade policial.

Flagrante

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, sete suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas. A operação também resultou na apreensão de diversas porções de entorpecentes.



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Polícia Militar apreende armas e mais de 300 munições após denúncia de violência doméstica

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Policiais militares do 8º Comando Regional apreenderam, nesta quinta-feira (8.10), uma arma de fogo e 333 munições de calibres diversos, após prender uma homem, de 44 anos, após denunciado por ameaça e violência doméstica, no município de Juína. 

A vítima, de 36 anos, relatou que estava retornando para casa a pé após sair do trabalho, quando foi alcançada pelo suspeito, que a chamou para entrar no veículo. 

Durante o trajeto, ele teria feito manobras bruscas, acelerado em direção a outros veículos e ameaçado provocar um acidente. A vítima destacou que o filho do casal, de 3 anos, também estava no carro.

Em determinado momento, o suspeito parou o carro e sacou um canivete. A mulher saiu do veículo com o filho e entrou em uma loja para pedir ajuda.

A mulher relatou que já vinha sofrendo ameaças e agressões e que o suspeito teria utilizado uma arma de fogo para intimidá-la. Segundo ela, o homem mantinha duas armas e munições guardadas em um cofre na residência do casal.

Diante das informações, os policiais militares do 20º Batalhão se deslocaram até a casa dos envolvidos, identificaram e abordaram o suspeito em flagrante. Os policiais militares também encontraram duas armas de fogo e munições diversas. O suspeito foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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