Polícia
Governador Otaviano Pivetta anuncia convocação de 220 aprovados em concurso da PM
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O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta quarta-feira (1º.7), a convocação de 220 aprovados no concurso público da Polícia Militar, zerando a fila de soldados aprovados no certame. O anúncio foi feito durante reunião no Palácio Paiaguás com representantes das forças de segurança, parlamentares e os aprovados, e integra as ações do Governo de Mato Grosso para fortalecer as corporações e valorizar os profissionais da área.
Os novos policiais militares atuarão nos municípios de Confresa, Alta Floresta, Juína e Peixoto de Azevedo. Também serão convocados dois oficiais médicos aprovados no concurso da corporação.
Além das convocações, o governador autorizou a promoção de 18 capitães do Corpo de Bombeiros ao posto de major e de 50 primeiros-sargentos à graduação de subtenente. Na Polícia Militar, ele assinou ainda o projeto de lei que permite a promoção de 45 capitães ao posto de major.
Desde que assumiu o governo, Otaviano Pivetta já convocou 1.013 profissionais para reforçar as forças de segurança. Segundo o governador, as novas medidas reafirmam o compromisso do Estado com a valorização dos servidores e o fortalecimento da Segurança Pública.
“É um gesto do Governo do Estado, mostrando para todos nós que a segurança é prioridade. Estamos valorizando os oficiais, os policiais e os sargentos, mostrando que Mato Grosso é um lugar para crescer, evoluir e prosperar. O serviço público em Mato Grosso tem valor e estamos reafirmando isso com nossas ações”, ressaltou.
Ele destacou ainda que as convocações seguem a capacidade orçamentária do Estado e o planejamento do Governo, atendendo às necessidades das forças de segurança e da população.
“Essas promoções são fruto do merecimento de vocês. Da mesma forma, estamos defendendo a convocação dos nossos policiais. O nosso dever maior é servir o povo de Mato Grosso, sempre de acordo com as necessidades e prioridades do Estado. Parabéns a todos vocês”, completou.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, ressaltou que o Governo de Mato Grosso tem priorizado o fortalecimento da Segurança Pública e cumprido os compromissos assumidos com os aprovados nos concursos.
“O governador tinha assumido o compromisso de convocar os aprovados até o fim do ano e antecipou esse anúncio. Muitos já não acreditavam mais nisso. Todos os deputados vão apoiar essas medidas porque entendem que não se faz segurança pública sem efetivo motivado, sem gente nas ruas e no interior. Fica o nosso agradecimento por essa sensibilidade”, pontuou.
Representando os aprovados no concurso da Polícia Militar, Anadir Berton comemorou a convocação e destacou a importância do diálogo mantido com o Governo do Estado ao longo do processo.
“Todos que nos ajudaram no diálogo contribuíram para que isso fosse possível. Estamos prontos e preparados para atuar junto ao Governo de Mato Grosso e temos muito orgulho de participar da Polícia Militar. Em nome de todos os aprovados, conseguimos. Nunca perdemos a fé e a esperança de que esse dia chegaria, e ele finalmente chegou”, declarou.
O capitão George Romeiro, do Corpo de Bombeiros Militar, avaliou que a ampliação das vagas para promoção atende a uma demanda antiga da corporação e representa uma valorização dos militares e de suas famílias.
“Todos os oficiais passaram por um rigoroso processo de avaliação e aguardavam essa oportunidade. A promoção impacta não apenas a vida do militar, mas também da família. Essa valorização jamais será esquecida”, afirmou.
Representando os policiais militares que serão promovidos, a capitã Cláudia Regina destacou que a medida concretiza um sonho aguardado por muitos profissionais.
“Essa promoção é uma conquista profissional e familiar. O senhor está resolvendo um problema histórico e valorizando quem dedica a vida para servir à população. Isso ficará marcado na nossa carreira e nos motiva ainda mais a oferecer o melhor serviço à sociedade”, acrescentou.
Também participaram do anúncio o deputado estadual Elizeu Nascimento; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Fernando Tinoco; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e o coronel BM Flávio Glêdson.
Polícia
Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia
Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.
Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.
A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.
O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.
A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.
O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.
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