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Câmeras do Vigia Mais MT auxiliam na recuperação de dois veículos em Várzea Grande e Cuiabá

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O programa Vigia Mais MT contribuiu para a recuperação de dois veículos com registro de furto,  nesta terça-feira (30.6), após serem identificados por câmeras com sistema de leitura automática de placas (OCR), em ações distintas realizadas em Cuiabá e Várzea Grande.

No primeiro caso, um Fiat Siena, furtado no dia (29), no bairro Ouro Verde, em Várzea Grande, foi recuperado nesta terça (30), após ser identificado pelo com sistema instalada na BR-070 sentido Nossa Senhora do Livramento. 

Após o alerta emitido pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) foi repassado às equipes do Raio do 4º Batalhão da Polícia Militar. 

Durante a tentativa de abordagem, nas proximidades do bairro Novo Mundo, um dos ocupantes efetuou disparos contra os policiais, que reagiram e um dos suspeitos morreu no local e o outro foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

No segundo caso, uma motocicleta Honda CG 160, furtada no dia (25.5) no estacionamento do Hospital Femina, em Cuiabá, foi recuperada nesta terça-feira (30.6) , após ser identificada por uma câmera OCR instalada na Avenida Doutor Meirelles.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

 

Após o alerta gerado pelo Ciosp foi repassado às equipes da Polícia Militar, que localizaram e abordaram o veículo. Durante a checagem, os policiais confirmaram o registro de furto. 

Na ocorrência envolvendo a motocicleta, o condutor foi encaminhado, juntamente com o veículo, à Delegacia da Polícia Judiciária Civil para as providências legais cabíveis.

*Sob supervisão de Alecy Alves



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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