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Ação conjunta resgata animais e prende dois homens suspeitos por maus-tratos

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Polícia

Policiais militares do 5º Batalhão, em ação conjunta da Prefeitura de Barra do Garças, resgataram, nesta quinta-feira (25.6), quatro cães vítimas de maus-tratos, no bairro Nova Barra. Na ação, dois homens foram presos em flagrante. As equipes apreenderam um simulacro de arma de fogo. 

A ação teve início por volta das 14h02, após denúncias recebidas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) informando que animais estariam sendo mantidos em situação de abandono e sob condições inadequadas em uma residência do bairro Nova Barra.

No local, a equipe policial contou com o apoio de servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por meio do setor de Bem-Estar Animal, que já averiguavam a denúncia. 

Durante a fiscalização, foram constatadas condições precárias de sobrevivência dos animais, caracterizando indícios de maus-tratos. Além disso, um simulacro de arma de fogo também foi apreendido no local.

Diante da situação, quatro cães foram resgatados, sendo dois de pequeno porte e dois de grande porte. Os animais ficaram sob responsabilidade dos agentes ambientais, que adotaram as medidas necessárias para garantir a proteção e os cuidados adequados.

Os responsáveis pelo imóvel foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências cabíveis. 

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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