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Polícia Militar prende foragido da Justiça de Alagoas com três mandados de prisão em aberto

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Policiais militares do 4º Comando Regional prenderam, na noite desta terça-feira (23.6), um homem de 34 anos, foragido da Justiça do Estado de Alagoas, durante uma ação realizada no município de Dom Aquino. O suspeito possui três mandados de prisão preventiva em aberto e foi localizado após trabalho de inteligência e monitoramento realizado pelas equipes policiais.

Os militares receberam informações do setor de inteligência apontando que o homem estaria escondido em uma região entre os municípios de Jaciara e Dom Aquino. Diante das denúncias, as equipes iniciaram diligências e identificaram o possível endereço do suspeito, além do veículo utilizado por ele.

Com base nas informações levantadas, os policiais montaram uma barreira para a abordagem. Durante a ação, o veículo identificado foi localizado trafegando pela região. Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu e acelerou o automóvel na tentativa de fugir. Durante a fuga, o suspeito colidiu frontalmente contra a viatura, causando danos ao veículo e sendo, logo depois, detido pelos militares.

Na abordagem, os policiais constataram que o homem possuía três mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça de Alagoas, relacionados aos crimes de homicídio. Ainda durante as buscas no veículo, os militares encontraram uma munição de calibre .22. Ao ser questionado sobre a procedência, o homem informou que mantinha armas de fogo em sua residência.

No local indicado como sua moradia, os policiais realizaram buscas no imóvel e localizaram duas espingardas, calibre 20 e .22, além de 30 munições de diferentes calibres, peças de armas longas, capas para armamento e acessórios utilizados para acondicionamento de munições.

Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão e foi, logo em seguida, encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e demais providências cabíveis que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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