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Polícia Civil incinera três toneladas de drogas apreendidas em ações das Forças de Segurança

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), realizou na manhã desta sexta-feira (19.6) a incineração de aproximadamente três toneladas de entorpecentes apreendidos em ações das forças de segurança no Estado.

A destruição das drogas, realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), ocorreu  na fornalha de uma empresa localizada no Distrito Industrial, em Cuiabá, e contou com a presença de representantes dos órgãos fiscalizadores, conforme prevê a legislação.

Entre os entorpecentes destruídos estavam maconha, pasta base de cocaína, cloridrato de cocaína e drogas sintéticas. O grande volume é resultado de apreensões realizadas em operações e ações desenvolvidas pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, que deram origem a diversos inquéritos policiais e procedimentos investigativos.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

A nova incineração reforça o trabalho contínuo das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas e à atuação de facções criminosas em Mato Grosso. Neste ano, a Denarc já realizou outras  destruições de grandes volumes de entorpecentes, evidenciando os resultados obtidos com as ações integradas de repressão ao narcotráfico.

O delegado titular da Denarc, Wilson Cibulski Júnior, destacou que a expressiva quantidade de drogas destruídas é reflexo das apreensões realizadas pelas forças de segurança em todo o Estado.

“A incineração dessas três toneladas de entorpecentes demonstra a efetividade do trabalho desenvolvido pelas forças de segurança no enfrentamento ao tráfico de drogas. São apreensões decorrentes de diversas operações da Denarc, de unidades da Polícia Civil e também das demais instituições parceiras, que atuam de forma integrada para retirar essas substâncias ilícitas de circulação”, ressaltou o delegado.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, que intensificou o combate às facções criminosas e ao tráfico de drogas em todas as regiões mato-grossenses.

Renarc

A incineração faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas de combate às drogas de todo o país e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com o objetivo de traçar estratégias integradas de enfrentamento ao narcotráfico.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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