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Polícia Militar detém quadrilha de faccionados e resgata homem mantido refém

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Policiais militares do 11º Batalhão resgataram, na noite desta quinta-feira (28.5), um homem, de 32 anos, mantido em cárcere privado por integrantes de uma facção criminosa, em Sinop. Na ação, oito pessoas foram presas em flagrante.

As equipes do Grupo de Apoio realizavam patrulhamento operacional quando receberam informações sobre um possível sequestro, em que a vítima estaria submetida a um “tribunal do crime”. 

Diante das informações, os policiais se deslocaram imediatamente até o endereço, com apoio da equipe do bairro São Cristóvão. Ao se aproximarem da residência, os militares flagraram suspeitos pulando muros e telhados na tentativa de fugir.

Os policiais militares abordaram três homens e duas mulheres. Nas buscas pela região, os policiais localizaram ainda outros três suspeitos escondidos após fugirem pelos telhados e muros das casas vizinhas.

A vítima relatou aos policiais que estava amarrado e sendo ameaçado de morte pelos criminosos, que suspeitavam que ele integrasse uma facção rival. O homem ressaltou que só foi desamarrado quando os suspeitos perceberam a chegada das viaturas.

A vítima contou ainda que é natural do Estado de São Paulo e estava na cidade a trabalho, participando da Exponorte. Ele ressaltou que foi até uma barbearia no bairro Menino Jesus para cortar o cabelo, quando acabou sendo surpreendido pelos suspeitos, que chegaram em um veículo Fiat Uno e o sequestraram sob ameaça.

Todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.



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Quase metade dos feminicidas em Mato Grosso tinha passagem pela polícia

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Quase metade dos homens que cometeram feminicídio em Mato Grosso entre 2019 e 2026 já tinha histórico de passagens pela polícia antes de matar a companheira ou ex-companheira. O dado consta do novo painel sobre autores de violência de gênero lançado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o levantamento, que reúne dados sobre 382 autores e coautores de feminicídio no estado, 48% dos agressores identificados no período já possuíam registros policiais anteriores. Em 67% dos casos, os boletins de ocorrência envolviam relatos de violência doméstica e familiar, como ameaça, lesão corporal, injúria, violência psicológica, descumprimento de medidas protetivas e perseguição.

Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, a presença de registros anteriores é um sinalizador claro de que o comportamento agressivo costuma anteceder a escalada fatal da violência.

A violência anterior contra mulheres é um elemento recorrente na trajetória de parte dos autores, afirma a promotora. O dado mostra, segundo ela, que o enfrentamento ao feminicídio não pode se concentrar apenas na proteção da vítima. A existência de registros anteriores, sobretudo relacionados à violência doméstica e familiar, revela a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de prevenção e de atuação integrada da rede de proteção e do sistema de Justiça.

De acordo com o Ministério Público, dos 183 autores que possuíam ficha na polícia antes do crime, 143 contavam com até três registros criminais prévios. Além dos crimes no âmbito doméstico, o levantamento identificou antecedência de registros por homicídios, crimes sexuais e infrações contra o patrimônio.

O estudo aponta ainda que a maior parte dos crimes foi cometida por pessoas próximas das vítimas. Do total de autores catalogados, 289 mantinham vínculo conjugal ou afetivo com as mulheres, sendo companheiros, namorados ou ex-parceiros. Outros 16 eram conhecidos com os quais as vítimas mantinham contatos casuais de natureza sexual.

A faixa etária com maior concentração de agressores é a de 30 a 34 anos, respondendo por 14,69% dos casos registrados no painel.

O levantamento do Observatório Caliandra aponta um índice de elucidação de 98% para as autorias dos 377 casos de feminicídio contabilizados na série histórica desde 2019. Ao todo, 364 autores diretos e 18 coautores foram identificados e denunciados à Justiça. Sete casos seguem com autoria desconhecida.



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