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Mato Grosso

Dr. João destaca que equilíbrio fiscal da ALMT possibilitará novo concurso público para 2027

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O deputado estadual Dr. João (MDB) afirma que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) já se prepara para realizar um novo concurso público em 2027, com recursos assegurados no orçamento e planejamento voltado ao fortalecimento das áreas técnicas essenciais da Casa. Como primeiro-secretário e ordenador de despesas do Parlamento, o deputado atribui o avanço à política de responsabilidade fiscal e reorganização administrativa conduzida pela Mesa Diretora, sob sua gestão e a presidência do deputado Max Russi (Pode).

Segundo Dr. João, o certame não será realizado neste momento por conta das restrições impostas pela legislação em ano eleitoral, mas a estrutura orçamentária da Casa já permite que a Assembleia projete a reposição de quadros estratégicos com segurança e responsabilidade.

Para o parlamentar, o anúncio é resultado direto de uma gestão que priorizou o enxugamento das contas públicas, sem abrir mão da valorização dos servidores e da melhoria da estrutura administrativa da ALMT.

“Fizemos uma gestão séria, com muito controle, responsabilidade e respeito ao dinheiro público. Como ordenador de despesas da Assembleia, sempre tive a preocupação de enxugar contas, organizar a Casa e garantir equilíbrio fiscal. Isso nos dá hoje a condição de projetar um novo concurso para suprir áreas técnicas essenciais, sem aventura e sem comprometer a saúde financeira do Parlamento”, afirma Dr. João.

O primeiro-secretário também ressaltou que a atual Mesa Diretora conseguiu alcançar um marco importante na história recente da Assembleia, ao registrar o menor índice de gastos com folha de pagamento dos últimos anos. Na avaliação ele, esse resultado mostra que é possível conciliar austeridade, modernização administrativa e valorização do quadro efetivo.

“Esse resultado não aconteceu por acaso. É fruto de planejamento, diálogo e decisões firmes da Mesa Diretora, ao lado do presidente Max Russi. Nós conseguimos colocar a Assembleia em um novo momento, com controle de despesas, responsabilidade com a folha e condições reais de investir no futuro da instituição”, disse.

Dr. João pontua ainda que o planejamento do concurso não pode ser analisado isoladamente, já que faz parte de um pacote mais amplo de modernização e valorização do serviço público dentro da ALMT. No ano passado, a Mesa Diretora lançou um conjunto de medidas voltadas aos servidores.

Entre os avanços implementados, o deputado destaca o reenquadramento funcional, a correção de distorções de carreira acumuladas após 2016 e a quebra de interstício, que abriu uma janela excepcional de 90 dias para a progressão horizontal por mérito dos profissionais.

Além disso, o plano de modernização também inclui a criação de Funções de Confiança (FC) destinadas exclusivamente aos servidores efetivos, a reorganização de dois pavimentos do estacionamento para uso privativo dos funcionários e a instituição de uma Comissão Paritária para discutir o novo Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), reunindo gestão, sindicato e servidores.

Para Dr. João, esse conjunto de medidas demonstra que a atual condução da Assembleia não se limita ao controle de gastos, mas busca construir uma estrutura mais eficiente, moderna e justa para quem trabalha na Casa.

“Não adianta falar em concurso sem falar em gestão. Primeiro, era preciso colocar a casa em ordem. E foi isso que fizemos. Ao mesmo tempo em que organizamos as contas, também valorizamos os servidores, corrigimos distorções e criamos um ambiente mais justo e mais técnico dentro da Assembleia. O concurso vem dentro dessa lógica de responsabilidade e fortalecimento institucional”, completa.



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“Nunca vi uma campanha tão sem graça”, dispara Júlio Campos sobre eleição de 2026

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Candidato à reeleição pelo União Brasil afirma que disputa ao Governo está sem vibração e diz que apenas candidatos à Assembleia Legislativa estão movimentando as ruas

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil), candidato à reeleição, classificou a campanha eleitoral de 2026 como a mais “estranha” de sua trajetória política. Com 54 anos de participação em disputas eleitorais, o parlamentar afirmou que nunca havia presenciado uma eleição com tão pouca movimentação, especialmente entre os candidatos aos cargos majoritários.

“É a campanha mais estranha da minha vida. Estou na política partidária, disputando eleição, desde 1972, há 54 anos. Eu nunca vi uma campanha tão sem graça, tão sem vibração, tão sem alma, tão sem coração e tão esquisita como esta de 2026”, afirmou.

Segundo Júlio, a falta de movimentação é mais perceptível na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ele citou a existência de quatro ou cinco candidatos, mas avaliou que praticamente não há presença deles nas ruas.

Para o deputado, a disputa pelo Senado apresenta um pouco mais de movimentação, enquanto a eleição para deputado federal também estaria ocorrendo de maneira discreta. Na avaliação dele, quem efetivamente tem ocupado as ruas são os candidatos à Assembleia Legislativa.

“Praticamente parece que vai ter eleição apenas para a Assembleia Legislativa”, disse.

Apesar da avaliação sobre o cenário eleitoral, Júlio Campos demonstrou confiança em sua própria campanha e afirmou que tem sido bem recebido durante as visitas e encontros com eleitores. O parlamentar atribuiu parte desse cenário ao trabalho desenvolvido durante os quatro anos de mandato e à divulgação de suas pautas pela imprensa.

Entre as bandeiras que considera terem ganhado repercussão, Júlio citou a defesa da manutenção da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá com atendimento de portas abertas 24 horas, a chamada causa PET, a cobrança pelo pagamento de RGA atrasado aos servidores públicos e a defesa de maior independência e funcionamento do Poder Legislativo.

O deputado também destacou suas críticas ao atual funcionamento da Assembleia Legislativa, especialmente em relação à realização de apenas uma sessão ordinária por semana. Para ele, o modelo representa uma falha do Parlamento.

Júlio também lembrou as críticas que vem fazendo ao Ministério Público Estadual em relação à demora na tramitação de processos. Segundo o parlamentar, sua atuação nesse tipo de cobrança também teria repercutido entre os eleitores.

Outro episódio mencionado foi o chamado “caso Oi”, no qual Júlio afirma ter atuado como um dos parlamentares que cobraram providências diante do escândalo. Na avaliação dele, os desdobramentos mais efetivos ocorreram por iniciativa do Supremo Tribunal Federal, e não da Justiça Estadual.

Com relação à disputa proporcional, Júlio reconheceu que o União Brasil terá uma chapa enxuta para a Assembleia Legislativa, com nove candidatos, mas afirmou estar confiante de que a legenda conseguirá eleger dois deputados estaduais.

Para a Câmara Federal, a expectativa do parlamentar também é positiva. Ele acredita que o partido terá condições de eleger pelo menos um deputado federal e admite a possibilidade de chegar a duas cadeiras.

 

A avaliação de Júlio ocorre em uma eleição marcada, até o momento, por uma pré-campanha e início de campanha com forte movimentação nos bastidores, enquanto os grupos políticos ainda consolidam alianças e estratégias para as disputas majoritárias e proporcionais.

 

Colaboração: Roberto Marques / MT EM FOCO

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