Espaço de estudos, pista de atletismo: veja como serão as unidades da PPP Novas Escolas

junho 14, 2024 Off Por Admin

Jhonnatha Cristovam de Miranda, 17 anos, é aluno da Escola Estadual Vilma Catharina Mosca Leone, de Praia Grande

O Governo do Estado de São Paulo vai construir, por meio de parceria público-privada (PPP), 33 novas escolas estaduais em 29 cidades, com a expansão do ensino integral e a abertura de 35,1 mil vagas. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) continua responsável pela gestão pedagógica das unidades. O projeto arquitetônico, que prevê escolas com 21, 28 e 35 salas de aula, contempla ambientes propícios ao aprendizado e à convivência entre estudantes.

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Nas áreas dedicadas aos alunos, entre as novidades estão os espaços de estudos individuais. Serão cerca de 20 cabines em cada unidade de ensino, destinadas a atividades que exijam silêncio, por exemplo. Todas elas terão também salas exclusivas de trabalho para os grêmios estudantis.

Assim como nas atuais unidades de ensino da rede estadual, o estudo e leitura também terão destaque com as Salas de Leitura, que possuem acesso ao acervo de obras literárias.
O secretário-executivo da Educação, Vinícius Neiva, destaca a preocupação na entrega de ambientes que facilitem a aprendizagem e atendam à inclusão e acessibilidade.

“Essas construções estão conceituadas em uma arquitetura que incentiva a aprendizagem. Nessas escolas, teremos mais do que um quadro negro no meio de uma sala. São espaços com a disposição de um mobiliário diferente, que estimula a participação e o protagonismo do estudante. É importante também lembrar que essas salas fomentam a educação inclusiva em escolas completamente acessíveis.”

Para as atividades coletivas e de convivência, os prédios terão anfiteatro (que pode ou não ser a céu aberto), pátio coberto e descoberto, refeitório e quadras poliesportivas cobertas. Para o uso das quadras, os estudantes terão vestiários à disposição. Terrenos com metragem adequada terão, ainda, a implantação de pistas de atletismo, mais um espaço para a prática de esportes.

A professora de física Josefa Aparecida da Silva e o aluno Jhonnatha Cristovam de Miranda

Ciência à vista

As 33 unidades de ensino contarão ainda com laboratórios e espaços de inovação, que devem seguir, por exemplo, a vocação da unidade de ensino ou a realidade local. Unidades que oferecerão as aulas de ensino técnico de enfermagem poderão ter laboratórios diferentes do que de outras escolas. Todas as escolas têm a previsão da implantação de laboratórios de informática.

A importância da estrutura

Ana Elisa Brechane da Silva, 16 anos, é estudante da única escola estadual localizada na cidade de Santa Rita d’Oeste

Ana Elisa Brechane da Silva, 16 anos, é estudante da única escola estadual localizada na cidade de Santa Rita d’Oeste, cidade a 623 quilômetros de São Paulo. Em 2022 e agora, em 2024, a adolescente foi a representante da educação pública paulista na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (International Science and Engineering Fair – Isef) com o seu projeto ConnectBrethe, um dispositivo capaz de fazer o diagnóstico e também apoiar o tratamento de doenças respiratórias. Neste ano, a feira foi realizada na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

A jovem cientista reconhece que, sem o laboratório da Escola Estadual Professora Maria das Dores Ferreira da Rocha, uma unidade de ensino integral de nove horas — mesmo período que será implantado nas 33 unidades das PPP —, não teria ido tão longe.

“Na minha escola tem um laboratório Steam, da área de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática. Esse laboratório foi muito importante para o desenvolvimento do meu projeto. Se não fosse ele, seria bem difícil a criação do ConnectBreathe. Esse espaço não é importante apenas para mim, mas para vários alunos que desenvolvem projetos a partir das aulas do Currículo Paulista”, conta a estudante.

Para o ConnectBreathe, Ana Elisa conta com o apoio do professor voluntário Eder Carlos Antoniassi, com aulas no espaço aos finais de semana.

Alunos da Escola Estadual Vilma Catharina Mosca Leone, em Praia Grande

As aulas de robótica, um dos recursos utilizados para o desenvolvimento do dispositivo, fazem parte do currículo do Estado de São Paulo nos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Neste ano, a Educação de SP dá sequência à compra de 13.019 kits de robótica para as unidades de ensino integral da rede, em investimento de R$ 8,8 milhões.

Jhonnatha Cristovam de Miranda, 17 anos, é aluno da Escola Estadual Vilma Catharina Mosca Leone, de Praia Grande, na Baixada Santista. Um dos medalhistas da escola em olimpíadas para o lançamento de foguetes, o adolescente já foi convidado a cursar o ensino superior na área mesmo antes de formado. O jovem cientista ganhou uma bolsa de estudos na Facens, a Faculdade de Engenharia de Sorocaba.

Uma de suas orientadoras no projeto de foguetes “Aero Wilma”, a professora de física Josefa Aparecida da Silva conta sobre a mudança que a implantação de um laboratório na escola trouxe para a criação dos foguetes premiados.

Projeto referencial das unidades escolares

“Nosso laboratório foi montado em 2022 e ele facilita bastante para a construção dos foguetes pelos alunos. Além disso, conseguimos atrelar a teoria à prática nas áreas de física e química, no desenvolvimento e aprimoramento do combustível utilizado nesse projeto. Sem laboratório, nós até conseguiríamos construir um foguete, mas com desafios para linkar a teoria e a prática, o que demandaria mais tempo”, reconhece a professora.

Espaços para professores

Projeto referencial das unidades escolares

Nos espaços reservados à equipe gestora e aos professores, estão previstas a criação de salas de reunião de diversos tamanhos e copas exclusivas.

Próximo à sala dos professores, haverá ambientes para o uso do Centro de Mídias — para assistir ou transmitir lives da Educação e para a participação de formações a distância, por exemplo —, uma sala para armazenamento de materiais pedagógicos, oficina e banheiros exclusivos para professores e gestão escolar.

Projeto referencial das unidades escolares

Ambientes administrados pela PPP

A PPP Novas Escolas do Governo do Estado prevê que toda a gestão pedagógica permanecerá sob responsabilidade da Secretaria da Educação. Além da construção das 33 escolas, de mobiliário, materiais de papelaria e equipamentos, as empresas vencedoras dos leilões serão encarregadas da limpeza, manipulação de alimentos e segurança. Estes espaços também estão contemplados no projeto arquitetônico.

Os prédios, nos três tamanhos, terão sala de segurança, sala de serviços, cozinha, despensa, área de pré-lavagem de alimentos, vestiário feminino e masculino para os profissionais que atuarão na manipulação de alimentos.

Todas as unidades de ensino serão construídas nos padrões de acessibilidade e o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) também será de responsabilidade das vencedoras dos leilões.

Projeto referencial das unidades escolares

Leilão

A PPP Novas Escolas será dividida em dois lotes. O investimento previsto somado é de R$ 2,1 bilhões. O governador Tarcísio de Freitas autorizou nesta semana a publicação dos editais, o que deve ocorrer em breve. Os leilões estão previstos para serem realizados no segundo semestre deste ano.

O contrato terá duração de 25 anos, com metade das unidades sendo construídas até o segundo ano e as demais até o terceiro ano de contrato.

A concessão faz parte dos 13 leilões que o Governo de São Paulo realizará até o final de 2024, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), que inclui 24 projetos qualificados e uma carteira de mais de R$ 270 bilhões.

Projeto referencial das unidades escolares
Projeto referencial das unidades escolares

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