Após investigações, a DHPP aponta crime sem direito à defesa da vítima e disparos pelas costas. Agora, resta ao MP e à Câmara darem andamento aos procedimentos

julho 21, 2022 0 Por Admin

Titular da DHPP, delegado Hércules fechou os trabalhos em 20 dias

A Polícia Civil indiciou nesta quarta-feira (20.07) o vereador tenente-coronel, Marcos Paccola (Republicanos) pelo crime de homicídio qualificado por ter assassinado Alexandre “Japão” Miyagawa, 41 anos, no último 1º de julho, agravado porque a vítima não reagiu à sua aproximação, como o indiciado contou em depoimento, e por ter utilizado recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Alexandre “Japão” foi morto com três tiros pelas costas – e isso foi mais uma peça do inquérito que levou ao indiciamento do parlamentar. O crime aconteceu no bairro Quilombo em Cuiabá.

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O trabalho da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a titularidade do delegado Hércules Batista Gonçalves, consumiu 20 dias. As investigações iniciaram logo após os fatos, assim que os investigadores encontraram Alexandre a caído no meio da rua, sem vida, tendo como autor dos disparos Marcos Paccola.

Após os levantamentos no local, a perícia, depoimentos de testemunhas e do interrogatório de Paccola, a polícia produziu um denso relatório probatório que terminou no indiciamento do acusado. Na semana passada, o  laudo da Policia Técnica (a Poliec) apontou que a vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo pelas costas.

Depois de minuciosa análise das provas testemunhais e fatos registrados pelas câmeras de segurança, foi possível verificar alguns elementos importantes para elucidação do ocorrido; a  vítima não esboçou qualquer reação, a namorada da vítima em nenhum momento pediu ajuda a terceiros.

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DESDOBRAMENTOS – A partir da conclusão do inquérito, nesta qurta-feira (20.07), toda documentação investigativa será encaminhada ao Ministério Público (MP), que pode pedir a prisão do acusado. A Câmara Municipal de Cuiabá também receberá as peças da investigação e poderá, por fim e também, como prometeu a Comisão de Ética, iniciar o processo de cassação. O presidente do Poder poderá, também, encaminhar ao Planário a decisão de afastar ou não imediatamente o acusado do cargo – após lidos os documentos.