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Várzea Grande (MT), 20 de junho de 2018 - 04:06

Variedades

06/06/2018 18:52

Grupo Flor Ribeirinha apresenta seu acervo no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá

O grupo Flor Ribeirinha da comunidade São Gonçalo beira rio está expondo o seu acervo no MISC- Museu da Imagem e do Som Lázaro Papazian, reaberto nesta terça-feira (05), com a presença de várias personalidades da área cultural. O museu foi criado para ser um centro de imagem e som das culturas de Mato Grosso, oferecendo elementos para a pesquisa histórica de Cuiabá e a sua diversidade cultural, com o objetivo de preservação da memória.  

A exposição de 25 anos do Flor Ribeirinha apresenta fotografias, vídeos, figurinos, instrumentos musicais e outras peças que mostram a trajetória do grupo, além da arte em cerâmica da comunidade, onde vive o grupo. A mostra permanecerá aberta ao público durante todo o mês de junho.

Na reabertura do museu, o grupo apresentou a dança da moringa, com o rasqueado de autoria de Vera e Zuleica, além do tradicional siriri, atrações que encantaram o público presente. Na avaliação da fundadora e presidente do Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, o espaço é ideal para mostrar os valores culturais. “Ficamos felizes e agradecemos o convite para expor  aqui o nosso acervo. O museu é um espaço de atividades sociais e culturais, situado bem no centro histórico de Cuiabá e reconhecido pela população”, observou.

 

Com 25 anos de história, o grupo já participou de todos os festivais de siriri em Mato Grosso e levou para outros estados e países as suas manifestações culturais.  O grupo foi convidado para se apresentar no Festival de Dança de Santa Catarina e também em Minas Gerais.  Em seguida, o grupo se apresentou no evento Goal to Brazil, em Lima no Peru e posteriormente em Assunción, no Paraguay.  O Flor Ribeirinha continuou rompendo fronteiras e foi convidado para se apresentar na França, Itália e  Coreia do Sul, onde conquistou o segundo lugar entre os demais países. No ano passado, sagrou-se campeão mundial na Turquia com o espetáculo “Mato Grosso Dançando o Brasil. 

 

Um pouco da história

O grupo Flor Ribeirinha nasceu em julho de 1993, em São Gonçalo beira rio, comunidade que foi fundada no século XVIII, no território Coxiponés.  O grupo trabalha a dança típica mato-grossense, realizada há mais de 200 anos, que reflete o multiculturalismo formado por índios, negros, portugueses e espanhóis.

Em suas apresentações, manifesta, uma coreografia variada, melodias alegres e letras que têm como mote a vida ribeirinha e as tradições religiosas. O grupo apresenta um ritmo contagiante, harmonizado e marcado pela batida da viola de cocho, do mocho e do ganzá. O ritmo é marcado por instrumentos de percussão, herança da música africana. O coro é próprio da música ameríndia, com clara influência da música serena e repleta de sentimento religioso dos colonizadores.  O grupo foi idealizado para preservar, promover e divulgar a cultura popular,  efetivou um trabalho de preservação do siriri, cururu e rasqueado.  

 

 

Malu Sousa 

Assessoria de Imprensa


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