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Várzea Grande (MT), 24 de novembro de 2017 - 06:28

Política

27/10/2017 09:53

Gabinetes na Câmara estão fechados

KAMILA ARRUDA-Diário de Cuiabá
Da Reportagem
Os vereadores da Câmara de Cuiabá estão com os gabinetes fechados desde a última semana devido a ausência de servidores. A medida é consequência da demissão em massa ocorrida há duas semanas. No total, 460 comissionados foram exonerados da Câmara Municipal em decorrência de problemas financeiros e orçamentários, uma vez que a Justiça barrou a suplementação de R$ 6,7 milhões encaminhada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) ao Legislativo. 
As demissões foram necessárias para garantir o enquadramento do Parlamento Municipal na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e também propiciar o fechamento do ano legislativo no azul. 
A fim de evitar que esta situação volte a acontecer e garantir estabilidade jurídica e financeira da Casa de Leis, a Mesa Diretora criou uma Comissão Especial para a revisão do plano de salários da Casa de Leis. 
“Esta será uma comissão cujo objetivo não é verificar eventuais falhas que possam ter sido praticadas na gestão financeira da Câmara Municipal de Cuiabá. Pelo contrário, nossa perspectiva é garantir que daqui pra frente segurança jurídica e orçamentária, seja para o parlamento, seja para os servidores”, disse o presidente da Comissão, vereador Gilberto Figueiredo (PSB). 
Além do socialista, também compõe o grupo os vereadores Marcos Veloso (PV) e Chico 2000 (PR). A Comissão também conta com 3 membros suplentes, sendo eles Marcelo Bussiki (PSB), Wilson Kero Kero (PSL) e Xavier (PTC). 
Com intenção de auxiliar a Câmara de vereadores a superar esta crise, o chefe do Executivo Municipal encaminhou no mês passado uma suplementação de R$ 6,7 milhões ao parlamento. O repasse, entretanto, foi barrado pela Justiça sob a suspeita de que a mesma teria sido efetuada com outros interesses. 
Isto porque, ela se deu apenas dois dias depois de o Legislativo arquivar, por maioria dos votos, o requerimento que previa a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Pinheiro, devido a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). 
O Executivo até tentou reverter esta decisão para evitar que a Mesa Diretora do Parlamento Municipal tivesse que adotar medidas drásticas como a exoneração dos comissionados, mas não obteve êxito. 
Na semana passada, entretanto, Pinheiro (PMDB) assinou um novo decreto concedendo suplementação de R$ 3,3 milhões ao Legislativo Municipal. O dinheiro foi destinado ao pagamento de pessoal e encargos sociais. 


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