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Várzea Grande (MT), 17 de agosto de 2017 - 16:42

Esportes

05/08/2017 10:03 www.youtube.com

Rosângela Santos iguala melhor tempo da vida e vai à semi nos 100m em Londres

Globo Esporte

Normalmente os favoritos brilham nas raias do meio, mas foi da raia mais externa da pista de 100m que veio o melhor resultado do Brasil na manhã deste sábado no Mundial de Atletismo de Londres. Com uma grande arrancada, Rosângela Santos igualou o melhor tempo da vida e venceu a quinta de seis baterias eliminatórias da prova feminina. Com 11s04, deixou para trás a badalada Michelle-Lee Ahye, apenas a terceira na série, e fez o quarto melhor tempo geral para avançar às semifinais.

Rosângela volta a competir às 15h10 deste sábado para tentar uma inédita vaga na disputa por medalhas. Sabe que precisa quebrar seu recorde pessoal e superar a barreira dos 11 segundos caso queira manter-se viva na competição. A final será às 15h50 (horários de Brasília).

A bateria precisou de duas largadas, pois a alemã Tatjana Pinto queimou a saída e foi desclassificada. Rosângela correu na raia 9 e não fez uma grande partida de bloco. Mas a segunda metade de prova da brasileira foi extremamente forte, contrastando com a desaceleração das adversárias. Michelle-Lee Ahye, figurinha carimbada em finais de grandes competições e favorita na bateria, soltou tanto que terminou em terceiro e quase perdeu a vaga direta. Enquanto isso, a brasileira era só sorrisos ao ver a marca no telão.

- Eu saí e foquei na linha de chegada. Principalmente quando você está do lado de fora (raia externa) você não consegue ter a percepção de quem está na sua frente ou não. Então só senti que eu fui, fui e fui, e cheguei no final e eu estava em primeiro. Eu fiquei preocupada porque os tempos delas estavam melhores do que os meus esse ano, então só pensei em fazer o meu melhor resultado, em sair do 11s20, porque isso já estava me incomodando.

O resultado é fruto de uma série de mudanças na vida da atleta. Ela mudou-se de Miami para Houston, trocou a treinadora Amy Deen por Eric Francis – coincidentemente ex-treinador de Ahye – e mudou toda sua técnica de corrida. É a essa nova mecânica na pista que a velocista atribui sua boa apresentação no Estádio Olímpico.

- A minha largada era sempre muito ruim, tanto que no ano passado eu tentei o indoor para melhorar minha largada. Mas a minha técnica na passada era muito curta, eu não conseguia elevar o joelho, era encurtada. Tive que fazer pilates, ioga para alongar tudo e conseguir aplicar mais essa força. Elas tinham uma passada muito mais longa do que a minha. A gente fez bastante trabalho e hoje consegui executar uma boa prova. Agora é fazer 10s, senão não tem final.

A atleta mais veloz das classificatórias dos 100m foi a alemã Gina Luckenkemper, que cravou 10s05, a melhor marca da vida. Todas as mais fortes candidatas ao pódio confirmaram o favoritismo e venceram suas respectivas baterias: Elaine Thompson (11s05), Tori Bowie (11s05), Dafne Schippers (11s08) e Marie-Josee Ta Lou (11s00).

Thiago André avança nos 800m

O outro atleta brasileiro a passar de fase no Mundial foi Thiago André. Na quarta bateria dos 800m, ele foi o terceiro colocado. A marca, porém, foi alta: 1m47s22. O vencedor da série foi o queniano Emmanuel Kipkuri Korrir, com 1m47s08.

- Foi bom porque a pressão ficou pra cima dele. Achei que ia ser a serie mais rapida, acabou sendo lenta. Vamos ver o que dá pra fazer domingo - disse, em entrevista ao SporTV.


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