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Várzea Grande (MT), 25 de setembro de 2017 - 08:50

Cultura

20/07/2015 17:07

Hoje tem dança do Congo e Chorado na Festança de Vila Bela

Por Patrícia Neves

Vila Bela da Santíssima Trindade (530 km distante de Cuiabá) está em festa por conta de mais uma edição das celebrações em homenagem ao Divino Espírito Santo e São Benedito. A Festança começou no dia 15 de julho e vai até o dia 26 com uma extensa programação que inclui rezas, missas, levantamento de mastro, música e dança.

Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Cultura (Secel), nesta segunda-feira, 20, acontecem as tradicionais apresentações das Danças do Congo e do Chorado, manifestações culturais centenárias que traduzem a forte ligação de um povo com a cultura ancestral herdada dos escravos. A Festança de Vila Bela tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Primeira capital de Mato Grosso, o município possui um inestimável valor histórico para o estado, tanto por conta das fortes expressões culturais quanto por estarem localizadas lá as ruínas da antiga Catedral, símbolo maior da cidade. Isso sem falar no Canjinjin, bebida típica produzida à base de mel, canela e ervas aromáticas, preparada apenas por mulheres, que já entrou para o rol dos itens típicos da gastronomia mato-grossense.

A Festança de Vila Bela ocorre há mais de dois séculos e é dividida em duas partes. A primeira é a preparação, que inclui reza, folia e levantamento de mastro. A segunda é a comemoração, com missa, almoço, jantar e apresentações culturais.

Danças

A Dança do Congo representa a resistência dos negros que continuaram na região após a transferência da capital do Estado para Cuiabá, em 1835. É a dramatização de uma luta simbólica travada entre dois reinados africanos. O Embaixador de um reino pede ao Rei do Congo a mão de sua filha em casamento. O Rei rejeita o pedido por desconfiar que o Embaixador iria trair o reinado após o casamento e tomaria o poder. É declarada a guerra, encenada por meio das coreografias. Roupas coloridas como mantos, coroas, bastões e espadas ornamentados fazem parte do figurino tradicional e também homenageiam os santos louvados.

A Dança do Chorado surgiu no período colonial, quando escravos fugitivos ou transgressores eram aprisionados e castigados pelos seus senhores. As negras escravas dançavam o Chorado para pedir perdão e liberdade aos seus familiares, equilibrando garrafas de Canjinjim na cabeça.


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