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Várzea Grande (MT), 20 de outubro de 2017 - 14:19

Cotidiano

DELAÇÃO PREMIADA 12/08/2017 09:02 Gazeta

Silval diz que ele e Maggi pagaram para Éder mudar depoimento

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), afirmou que ele e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), pagaram R$ 6 milhões ao ex-secretário Eder Moraes para que ele mudasse o depoimento sobre um suposto acordo para compra de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado,  a fim de inocentá-los.

As informações fazem parte da delação premiada de Silval, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgada pelo "Jornal Nacional", da Rede Globo, na noite desta sexta-feira (11).

Conforme a reportagem, Silval revelou à Procuradoria Geral da República como funcionava um esquema de corrupção no Estado na época em que Blairo era governador, entre 2003 e 2010, e depois quando assumiu o governo em 2011.

Aos procuradores, Silval disse que Eder Morais denunciou que os dois ex-governadores sabiam de uma compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado. O esquema teria relação com a Operação Ararath, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Por conta deste depoimento, segundo a reportagem, Eder procurou Silval e pediu R$ 12 milhões para voltar atrás no que havia dito ao Ministério Público. Tanto Silval quanto Maggi aceitaram pagar, porém, a metade do exigido, ou seja, R$ 6 milhões. O dinheiro, segundo Silval, teria sido entregue a Eder pelo jornalista Gustavo Capilé, que é próximo de Maggi.

Ainda segundo Silval, o próprio Blairo confirmou que o pagamento foi feito em dinheiro vivo, entre 2014 e 2015. Já a "cota" de Silval foi entregue pelo então chefe de gabinete dele, Sílvio Cesar Corrêa Araújo, parte em dinheiro vivo, e outra parte usada para quitar uma divida de R$ 800 mil de Eder.

Após o pagamento, Eder voltou atrás e disse ter mentido no depoimento anterior. Com a mudança da versão, Maggi teve o inquérito que o investigava sobre o caso arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, em 2016.

Propina – Ainda na delação, Silval também citou que repassou R$ 4 milhões ao deputado federal Carlos Bezerra (PMDB-MT) pra que apoiasse uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá. Ele também falou de pagamento de propina ao senador Wellington Fagundes (PR-MT), porém não revelou os valores.

Outro lado – Por meio de nota à imprensa, Maggi afirmou que Silval mentiu em delação e que não houve pagamentos feitos ou autorizados por ele. Além disso, garantiu que "jamais se utilizou de meios ilícitos na vida pública ou nas empresas".


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