Busca

Cuiabá
Carregando...

? ºC

/

Várzea Grande (MT), 23 de julho de 2018 - 08:30

Artigos

06/07/2018 15:52

Mulheres, vamos praticar a Sororidade?

Por Joquebedy Mourão

 

A sororidade ainda parece ser uma utopia entre nós mulheres. É muito comum ver umas competindo com as outras, nutrindo assim um sentimento de rivalidade. Esse sentimento está tão enraizado entre nós que passa despercebido, mas nos afasta do bem-estar comum.

 

Mas o que é sororidade? A palavra em sua origem está no latim ‘sóror’, que significa irmãs. Este termo tem tudo a ver com fraternidade, que tem origem no latim ‘frater’, que quer dizer irmão. Ou seja, sororidade nada mais é que o feminino de fraternidade. Uma palavra completamente feminina e uma atitude que deveria ser praticada todos os dias, por cada uma de nós.

 

A sororidade é muito mais que uma tradução do latim, ela quer dizer união e aliança entre as mulheres, baseado na empatia e no companheirismo, buscando alcançar os nossos objetivos em comum. Este conceito está fortemente presente no feminismo, como um aspecto de dimensão ética, política e prática deste movimento que busca a igualdade entre os gêneros.

 

Praticar a sororidade nos leva a não fazer julgamentos prévios quanto às outras mulheres. É um alicerce que faz com que todo e qualquer movimento feminino consiga alcançar proporções significativas, resultando no êxito das nossas reivindicações. Se quisermos ter nossos objetivos em comum alcançados e os nossos direitos resguardados, devemos nos unir e juntas praticar a sororidade.

 

A política brasileira é uma das áreas onde a desigualdade de gênero impera fortemente. A participação feminina na política ainda é muito inexpressiva. Nós somos a maioria da população do país, somando mais de 50%, mas ainda não participamos das decisões do nosso país. Diante destes fatos é que acreditamos que a sororidade é uma alternativa indispensável para a mudança deste cenário. Precisamos nos apoiar, acreditar no nosso potencial, crer que a mulher é capaz de exercer uma gestão marcante em qualquer mandato.

 

Porque a participação da mulher na política importa? Os políticos eleitos devem representar os seus eleitores, se não estivermos ocupando nenhum mandato, quem nos representará? Se somos mais da metade da população, porque não temos mais mulheres na política? Apesar de existir no Brasil uma cota de 30% de candidatas nas eleições proporcionais, muitos partidos políticos cumprem essa norma com candidatas fantasmas ou utilizam de mecanismos que geram a persistência da desigualdade de gênero na política, como a distribuição desigual de seus fundos, por exemplo.

 

O que podemos fazer para mudar essa realidade? Uma recente decisão do STF obriga os partidos a usarem 30% dos recursos do fundo partidário em campanha de mulheres. Essa decisão é muito bem-vinda e deve aumentar as nossas chances eleitorais. Cabe a nós mulheres monitorar o cumprimento desta decisão, bem como o nosso tempo proporcional nas campanhas nos rádios e na televisão.

 

Acima de tudo isso, para o correto cumprimento da lei, precisamos nos unir a fim de fiscalizar, fazer cumprir a lei, manter e aumentar a nossa representatividade, independente de nossas ideologias e dar voz aos nossos interesses. Desejo que nessas eleições a nossa principal arma seja a sororidade, juntas podemos mais, podemos ir adiante nesta luta.

 

JOQUEBEDY RIBEIRO MOURÃO ALVES advogada, fisioterapeuta e pré-candidata à deputada federal pelo PROS.


VGNews

Endereço: Av. Castelo Branco-Nº.1640- Sala- 202- Agua Limpa-Várzea Grande-MT 

E-mail: vgnewsmt@gmail.com

Telefone: (65) 3686-3213 

Redes Sociais

© Copyright  2010-2017 VG News 

versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo