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Várzea Grande (MT), 20 de junho de 2018 - 21:52

Artigos

01/05/2018 17:04

O fantasma do aumento do salário

Fernando Alves*

Este artigo é um desabado de um consumir que pouco entende de economia e muito menos de suas variáveis, mas sente no bolso, como todos, os impactos do que acontece por ai.

Hoje, dia trinta de abril, vi o presidente anunciar, em rede nacional, várias novidades. Tais como o aumento no Programa Bolsa Família, na faixa de 5,67% no benefício médio, o possível valor do novo salário mínimo para 2019, exposto durante a apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, no valor de R$ 1002, um acréscimo de R$ 48 em relação ao salário mínimo atual, R$ 954.

Em relação ao Bolsa Família, o Ministro do Desenvolvimento Social pontuou que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de julho de 2016 a março de 2018 foi de 4,01%, portanto, o aumento no beneficio está acima do índice,havendo um ganho. Ganho de 1,66%. Muito grande por sinal. O INPC é um indicador mais sensível em relação ao impacto dos preços nas pessoas com menor potencial financeiro, pois sua faixa de pesquisa limita-se a quem recebe até 5 salários mínimos.

Aumentos sempre são bem vindos, quem não gosta de ganhar um pouco mais? Todavia, eu nem tenho certeza se esses aumentos são bons, principalmente o do salário mínimo. Digo. Sempre que há aumento no salário, tendente a corrigir a perca do poder de compra do consumidor em relação ao ano anterior. Ai que está a mágica, pelo menos para mim. O salário mínimo é corrigido pelo IPCA, que é verificado no ano anterior. Ou seja, se calcula quanto o brasileiro perdeu no ano anterior e busca-se corrigir com o reajuste do salário. Neste momento acontece o que tudo mundo está cansado de ver. O salário aumenta e tudo aumenta também, e onde fica o reajuste que você acabou de ganhar?

Na minha humilde opinião, por vezes não gostaria de ganhar mais. Preferia ganhar poder de compra. Por exemplo, neste ano, os combustíveis variaram muito. Veja o preço do álcool alguns meses atrás, abaixo dos R$ 2,00 reais e hoje, em alguns postos, batendo a casa dos R$ 3,00. A energia foi outro fator que aumentou muito, sucessivas aplicações de bandeias na conta elétrica, aumentou o significativamente. Como sabemos, estes dois quesitos aumentam os preços dos demais produtos e serviços ao redor do consumidor.

Sinto no meu bolso uma depreciação do quanto eu ganho, tudo ao meu redor sobe e o que eu ganho permanece o mesmo. Neste sentindo eu vou comprando cada vez menos, consumindo cada vez menos. Algumas vezes eu nem quero ganhar mais, só quero poder comprar mais com o que eu ganho. A vida ficando mais cara e eu mais pobre.

Aquela velha história. Quanto tempo após o aumento do salário virá o aumento do ônibus? De serviços? De produtos? E aquele refrigerante que há alguns anos atrás custava R$ 1,00 a menos? E assim vai, de centavo em centavo, o aumento é de R$ 48,00, mas para comprar as mesmas coisas você precisa de R$ 49,00.

Utopicamente, seria mais interessante se os preços caíssem.


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